Compra de celular importado em 2026 é impactada por novo imposto de 25%; veja como economizar

Pacotes sendo movidos em esteiras transportadoras, distribuição importação, exportação - luza studios/istockphoto
Foto: Pacotes sendo movidos em esteiras transportadoras, distribuição importação, exportação - luza studios/istockphoto

O cenário para entusiastas de tecnologia no Brasil passou por uma mudança significativa em março de 2026. Um novo ajuste tributário elevou o Imposto de Importação para produtos de informática e smartphones em até 25%. Com a soma do ICMS e das taxas de homologação, a aquisição de aparelhos estrangeiros com valores mais acessíveis, como os da Xiaomi ou iPhones importados, agora se torna um desafio maior para os consumidores. Essa medida, justificada pelo governo para proteger a indústria nacional e equilibrar a balança comercial, afeta diretamente o poder de compra.

Diante deste panorama, a boa notícia é que ainda existem maneiras de garantir dispositivos com os valores praticados em 2025, especialmente para quem agir rapidamente antes que os estoques antigos se esgotem.

Até o mês anterior, compras acima de 50 dólares já enfrentavam uma taxação considerável. Contudo, o recente acréscimo de 25% sobre o valor aduaneiro tornou a importação direta, realizada por meio de plataformas internacionais, quase impraticável para o consumidor final.

Para ilustrar o impacto, considere um smartphone que custa R$ 2.000,00 no exterior. Após a aplicação das taxas vigentes em 2026, esse mesmo aparelho pode chegar à residência do comprador custando mais de R$ 3.800,00, representando praticamente o dobro do preço original.

Modelos de smartphones com preços estáveis em março de 2026

A estratégia mais eficiente atualmente é focar nos produtos disponíveis no estoque brasileiro. Estes smartphones foram importados antes da implementação do decreto e os varejistas ainda estão realizando a queima de unidades antigas:

  • Samsung Galaxy S25 FE (o equilíbrio perfeito): Próximo ao lançamento da linha S26, o modelo S25 FE disponível no mercado nacional apresenta o melhor preço dos últimos seis meses. Equipado com o chip Exynos 2400 e câmeras de alta qualidade, seu valor ainda não reflete o reajuste tributário.
  • Xiaomi Redmi Note 14 Pro+ (estoque nacional): Muitos comerciantes em grandes marketplaces possuem grandes quantidades deste modelo em depósitos no Brasil. É a oportunidade ideal para adquirir o aparelho antes que o novo lote, já com o valor tributado, chegue às lojas.
  • Motorola Edge 60 Neo: Grande parte dos dispositivos da Motorola é fabricada no Brasil, especificamente na Zona Franca de Manaus. Isso torna este modelo imune ao imposto de importação direta de 25%, posicionando-o como uma escolha segura para escapar do aumento.
  • iPhone 15 (128GB) – o sobrevivente: Com a oscilação do dólar, a versão nacional do iPhone 15, de forma irônica, tornou-se mais vantajosa que a importação do modelo 16. Grandes varejistas ainda mantêm os preços de “queima de estoque” para esvaziar suas prateleiras.
  • Poco X7 Pro (versão global, envio nacional): Preferido pelos gamers, este modelo deve ser buscado com selos de “Enviado do Brasil”. O aparelho, com sua tela AMOLED de 144Hz, custaria R$ 1.000 a mais se a importação fosse tentada atualmente, devido ao novo imposto.

Orientações para evitar taxas inesperadas ao comprar online

Em 2026, as plataformas de e-commerce frequentemente exibem anúncios de produtos com diferentes origens. Para evitar surpresas na alfândega, siga estas recomendações:

  • Filtre sempre por “Entrega em até 5 dias”; esta opção geralmente indica que o produto já se encontra em território brasileiro.
  • Verifique se o CNPJ do vendedor pertence a uma empresa localizada no Brasil.
  • Evite anúncios que contenham a menção “Taxas de importação por conta do comprador”.

É hora de agir: garantindo seu celular com preços atuais

Sim, ainda é viável comprar um celular em 2026, desde que a importação direta seja deixada de lado por enquanto. O foco principal deve ser o varejo nacional e as marcas com fabricação local. A expectativa é que, a partir de abril, todos os preços dos aparelhos no Brasil sofram um aumento de 15% a 20%, à medida que os estoques antigos forem finalizados.

celular
celular – cfg1978/Shutterstock.com

Razões para o aumento da tributação em eletrônicos importados

Março de 2026 será lembrado como o período do “Realinhamento Digital”. O Governo Federal, com o objetivo de proteger a indústria doméstica e equilibrar a balança comercial, implementou um decreto que elevou a alíquota de importação de 60% para 85% (composta) sobre eletrônicos. O adicional de 25% foi o fator determinante para dificultar a importação direta por meio de métodos como “Dropshipping” e sites como AliExpress e Shopee.

Este aumento implica que o imposto incide não apenas sobre o valor do produto, mas também sobre o frete e o seguro. Na prática, a carga tributária total de um smartphone importado em 2026 pode atingir até 92% do valor de nota fiscal.

Compreendendo a diferença de custos entre importar e comprar no país

Para entender o impacto financeiro, é útil comparar a aquisição de um smartphone de entrada ou médio porte, que custa cerca de 300 dólares (aproximadamente R$ 1.500,00). Um aparelho com este valor, que em janeiro de 2026 custaria cerca de R$ 2.635,00, agora pode chegar a R$ 3.410,00, incluindo imposto federal, ICMS e taxas postais, refletindo a nova alíquota adicional de 25% e a variação do ICMS conforme o estado.

Quais são as oportunidades atuais para adquirir eletrônicos?

Apesar das novas regras, há ainda algumas janelas de oportunidade no mercado brasileiro. A dinâmica de estoque local leva entre 30 e 60 dias para se reajustar aos novos preços. Para economizar, a busca deve ser concentrada em três áreas:

  • Fabricação local (isentos do novo imposto): Marcas com fábricas na Zona Franca de Manaus ou em polos industriais em São Paulo e Paraná têm vantagem. Elas importam apenas componentes (CKD), que possuem uma tributação diferente e muito mais baixa. Entre os exemplos de destaque estão a Samsung (linhas A e S), Motorola (linhas Moto G e Edge) e Positivo/Vaio.
  • O “varejo cinza” com estoque no Brasil: Vendedores que realizaram grandes importações de Xiaomi, Realme e iPhones em janeiro de 2026 ainda podem manter os preços antigos por algumas semanas. O segredo é procurar por selos como “Full” ou “Enviado do Brasil” nos marketplaces.
  • Aparelhos recondicionados oficiais (refurbished): Com a elevação dos preços dos produtos novos, o mercado de usados com garantia (como Trocafone e Bemol Digital) torna-se uma alternativa principal para quem busca um modelo topo de linha, como o iPhone 15 Pro ou o S25 Ultra.

Cinco modelos de celulares com preços protegidos até abril de 2026

  • Samsung Galaxy A56 5G: Sua produção local garante que o preço não sofreu alteração com o novo decreto, sendo considerado o melhor custo-benefício de 2026.
  • Motorola Moto G86 Power: A bateria de 6.000mAh e o preço nacionalizado fazem dele uma escolha sensata para o consumidor brasileiro.
  • iPhone 14 (nacional): O varejo está em processo de escoamento do estoque deste modelo para focar no 16. Ainda é possível encontrar preços praticados em 2024.
  • Realme 13 Pro+ (estoque SP): Recomenda-se verificar vendedores em São Paulo que já quitaram o imposto antigo. O aparelho oferece performance de ponta a um preço de intermediário.
  • Xiaomi Redmi 13C: O modelo mais popular entre os básicos. Devido ao alto volume de vendas, o estoque no Brasil é vasto, e o preço deve demorar a ser reajustado.
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