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Ciência

Brasil registra eclipse lunar parcial com tons avermelhados

Por Beatriz · · 3 min de leitura
Foto: Eclipse lunar total -makieni/shutterstock.com

Na madrugada de 28 de agosto de 2026, o último eclipse do ano foi lunar parcial e atraiu a atenção de muitos. O fenômeno se destacou pela intensa escuridão sobre a superfície da Lua, que apresentou variações de cores entre o castanho e o vermelho-acobreado, características que o fizeram parecer quase um eclipse lunar total.

Este evento astronômico, mesmo sendo parcial, ofereceu uma excelente oportunidade de observação para todo o Brasil, dependendo das condições climáticas locais.

O Observatório Nacional foi um dos responsáveis por transmitir o fenômeno ao vivo, permitindo que um grande número de pessoas acompanhasse os detalhes em tempo real.

Características que fizeram o eclipse parecer quase total

Conforme dados da plataforma Starwalk.space, a sombra cobriu mais de 96% do disco lunar, o que resultou em uma visualização que se aproximava de um eclipse total.

Apesar da coloração avermelhada e da alta cobertura, o evento não se enquadra na definição de “Lua de Sangue”, termo popularmente usado para eclipses lunares totais. Isso porque uma pequena porção da Lua permaneceu fora da parte mais densa da sombra terrestre, recebendo ainda alguma luz solar direta, embora essa diferença fosse imperceptível a olho nu no auge do fenômeno.

Como o eclipse lunar parcial foi observado no Brasil

O início do eclipse foi registrado às 22h23, quando a Lua ingressou na penumbra, a área mais externa da sombra da Terra. Neste estágio inicial, as alterações no brilho do satélite natural são sutis.

A fase parcial, momento em que a sombra mais escura começou a cobrir diretamente a Lua, teve início por volta das 23h33. O ponto máximo do evento ocorreu à 1h12, quando cerca de 96% da superfície lunar estava encoberta. A fase parcial foi concluída aproximadamente às 2h52.

O Brasil proporcionou um cenário ideal para o acompanhamento do eclipse. A Lua manteve-se alta no céu durante boa parte da madrugada, facilitando a observação em diversas regiões do país.

A explicação para a mudança de cor da Lua no eclipse

A tonalidade avermelhada observada na Lua durante o eclipse é resultado da interação da luz solar com a atmosfera terrestre. Enquanto a luz do Sol viaja até a Lua, ela precisa atravessar a camada de gases que envolve o nosso planeta.

Durante esse percurso, a atmosfera dispersa a luz azul com maior intensidade, permitindo que os tons vermelhos e alaranjados consigam prosseguir e alcançar a região sombreada da Lua. Posteriormente, parte dessa luz é refletida pela superfície lunar e retorna em direção à Terra.

Este mesmo princípio é o que explica a coloração avermelhada do céu no nascer e no pôr do Sol. Contudo, a aparência da Lua em um eclipse pode variar conforme a concentração de poeira, fumaça, poluição e umidade presentes na atmosfera.

Dessa forma, nas localidades onde o céu estava mais limpo, foi possível ter uma percepção mais clara do fenômeno e apreciar com mais detalhes os tons acobreados do satélite natural.

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