Igor Thiago comenta sobre Copa do Mundo, compara-se a Cristiano Ronaldo e aborda críticasPor Thiago Lemos
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O atacante Igor Thiago detalhou seus meses recentes em uma conversa exclusiva, expressando sentimentos a respeito de sua passagem pela Copa do Mundo de 2026 com a Seleção Brasileira, que terminou de forma decepcionante. O evento ocorreu em 1 de setembro de 2026.
A chegada do jogador ao torneio global era vista com grande expectativa, impulsionada por uma temporada excepcional no Brentford, onde marcou 25 gols e deu uma assistência em 40 partidas, garantindo-lhe um lugar na seleção da Premier League de 2025/26.
Consequentemente, Igor iniciou como titular no jogo de abertura contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, sob a atenção mundial. Contudo, sua performance ficou aquém do esperado, e ele foi substituído aos 17 minutos da segunda etapa pelo atacante Luiz Henrique.
Após a substituição, o centroavante não atuou novamente no Mundial, permanecendo no banco de reservas até a eliminação da equipe para a Noruega, na fase das oitavas de final.
Ao ser questionado sobre os momentos bons e ruins vividos na Copa, o jogador, cuja formação ocorreu no Cruzeiro, descreveu o campeonato da FIFA como uma vivência que “expandiu sua perspectiva” em diferentes sentidos.
“Foi um instante crucial para a minha trajetória profissional. Ampliou minha percepção em várias frentes e me indicou, acima de tudo, o que posso fazer de mais eficaz para auxiliar a Seleção e o que preciso desenvolver para seguir inserido nesse contexto”, disse Igor Thiago, que contabiliza um gol em três confrontos pelo Brentford na temporada 2026/27.
“A experiência foi excelente, permitindo-me criar boas conexões, como com Rayan e Endrick. Entendo que o time nacional deve preservar essa atmosfera de satisfação e concordância. Sem dúvida, representou um aprendizado significativo para minha carreira e uma vivência que permanecerá em minha memória”, acrescentou o atleta.
Indagado sobre quais melhorias ele poderia ter implementado durante o Mundial, Thiago refletiu sobre a forte pressão exercida sobre os jogadores brasileiros, tanto pelos torcedores quanto pela mídia.
Segundo o atacante, a equipe nacional se encontraria atualmente em um “cenário mais favorável” se não houvesse tantos “excessos” de cobrança.
“Penso que tudo em demasia é prejudicial… Por essa razão, busquei manter a serenidade o tempo todo na Copa. Se eu errasse, a culpa seria minha; se acertasse, o reconhecimento também. Com o tempo e as vivências acumuladas, compreendi que o que realmente importa é preservar as lições e as boas recordações”, disse o jogador em tom reflexivo.
“O que não foi bom, devemos deixar para trás e tentar levar a vida de forma mais tranquila. Acredito que, se o contexto fosse um pouco distinto, especialmente no que se refere à pressão, estaríamos em uma posição mais vantajosa. O público brasileiro impõe uma carga grande sobre questões que, frequentemente, são desnecessárias”, expressou sua opinião. Esse tipo de cobrança intensa e muitas vezes desproporcional é uma característica persistente no futebol nacional, impactando diversos talentos que emergem para a seleção.
“Se deixássemos de lado tantas reclamações sobre detalhes e déssemos mais suporte ao que verdadeiramente importa, estaríamos em uma conjuntura muito mais positiva. Esse é o meu parecer”, defendeu Igor.
Em seguida, Igor externou seus sentimentos sobre as severas críticas que recebeu após a partida contra Marrocos.
O atacante ressaltou que não teve grande contato com a “indignação” de fãs e repórteres, pois se mantém afastado das redes sociais, e enfatizou que sua presença na Seleção não foi “fruto do acaso”.
Com 25 anos, ele declarou-se preparado para uma recuperação e afirmou que a Copa de 2026 representa apenas o “começo de uma trajetória promissora” pela Seleção Brasileira.
Para fundamentar seu posicionamento, ele mencionou exemplos de outros atletas renomados, como Cristiano Ronaldo e Harry Kane, que se estabeleceram em suas respectivas seleções após adquirirem maior experiência.
“De fato, não estou ciente (das críticas), pois não acesso as plataformas sociais e não me aflige muito. Se as pessoas comentam sobre mim, isso reflete mais o que elas pensam do que a minha própria percepção”, disse o jogador com firmeza.
“Minha chegada até este ponto não foi por acaso. Conquistei meu espaço com trabalho e dedicação. Não entrei na Seleção por interferência alheia; foi resultado do meu esforço e empenho. Acredito que foi Deus quem me conduziu até ali. Por isso, sempre estive sereno e em paz com a situação”, prosseguiu.
“Também possuía a convicção de que não usurpei o lugar de outro. Conquistei minha própria posição na equipe nacional. Esse aspecto me proporcionou grande tranquilidade durante todo o tempo em que estive presente”, pontuou.
“Tenho vinte e cinco anos. Basta observar atacantes renomados, como Harry Kane, com trinta e poucos anos, e Cristiano Ronaldo, próximo dos quarenta. Com a evolução do tempo, eles se transformam em atletas distintos, com mais vivência, o que também percebo em mim desde minha primeira chamada”, comparou o centroavante.
“Considero que este é apenas o começo de um percurso promissor que me aguarda vestindo a camisa da Seleção”, concluiu.







