Pedrinho pede leilão da SAF do Vasco e empréstimo de R$ 150 milhões na JustiçaPor Thiago Lemos
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O presidente do Vasco, Pedrinho, solicitou à Justiça, em 01 de setembro de 2026, a autorização para o início do leilão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, além da liberação do empréstimo de R$ 150 milhões. Antes de viajar para Salvador, onde a equipe enfrentará o Vitória pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o dirigente reiterou a importância de prosseguir com o processo de venda e destacou o esforço de reestruturação financeira realizado pela gestão desde que assumiu a SAF.
O líder vascaíno detalhou sua visão sobre o processo de venda da SAF. “Se aparecer um investidor que empate a proposta que já tem na mesa e assim vai ser feito, vai ser um investidor, seja ele qual for, obviamente passando por todo um processo de auditoria, um processo de legitimidade, vendo a legitimidade da empresa, e vai ser feita a venda. Por isso, o leilão. Então, quanto mais rápido o leilão acontecer, melhor para a instituição.”
Ele também fez um apelo para a celeridade do processo judicial. “Eu peço mais uma vez, encarecidamente, ao Poder Judiciário que abra logo o edital para a concorrência. Se aparecer uma proposta melhor, vai ser o que vai ser melhor para a instituição. Então o que eu peço é que os processos sejam agilizados, porque o clube que eu peguei e o que a gente está entregando é um clube que está honrando todos os seus compromissos”, afirmou Pedrinho.
Além disso, o presidente confirmou que o jogador David fará a viagem com o time para a Bahia.
O dirigente detalhou que, ao assumir a gestão da SAF, se deparou com uma situação financeira complexa, marcada por inúmeras pendências. Desde então, a administração tem trabalhado na organização dos pagamentos e, segundo Pedrinho, não houve nenhum atraso nos compromissos do clube. Essa estabilidade financeira é um ponto que o presidente solicitou à Justiça que seja considerado ao avaliar os pedidos.
Pedrinho reiterou seu pedido. “Eu peço mais uma vez encarecidamente ao Poder Judiciário que ele avalie todo o processo que foi feito desde a minha entrada na SAF, de como estava e de como está hoje, a seriedade com que nós fizemos todo o trabalho de recuperação financeira do clube.”
Ele explicou o trâmite envolvido na recuperação judicial. “Na recuperação judicial, tem todo um processo anterior que a gente precisa elaborar para que a recuperação judicial seja aprovado. Então, pela Justiça é um termo que a gente chama de gestão de boa fé. Quando eu saio da associação, obviamente entro para a SAF, exercendo as duas funções, eu chego na SAF e encontro um cenário bem difícil, com muitas pendências. E a gente faz um mecanismo financeiro para que a gente organize todos os pagamentos. Isso é feito com muito mérito, trabalho e muito suor.”
O presidente enfatizou o compromisso com a regularidade dos pagamentos e a boa-fé da gestão. “Desde que eu entrei, a gente não atrasou nada, a gente cumpriu todos os compromissos, até compromissos que tinham sido falados com alguns atletas e não tinham colocado no contrato. Obviamente com testemunha, tivemos que refazer o contrato para cumprir aquilo que tinha sido apalavrado e não tinha sido colocado em contrato. Então, desde que eu entrei, eu prometi honrar tudo e honro até hoje.”
Andamento da recuperação judicial do clube
O presidente recordou que o plano de recuperação judicial do Vasco foi aprovado por uma expressiva maioria de 97,7% dos credores e, na sequência, homologado pelo Poder Judiciário. Pedrinho defendeu que os empréstimos são parte integrante desse plano, refutando a ideia de que a busca por novos créditos indicaria desorganização financeira. Pelo contrário, segundo ele, esses movimentos são planejados e contribuem para a estruturação financeira da instituição, mostrando que a necessidade de novos recursos está alinhada com a estratégia de reorganização do clube.
Ele também esclareceu que, previamente à homologação do plano, o clube realizou renegociações de dívidas com alguns credores, visando demonstrar uma gestão de boa-fé em relação ao processo de recuperação.
O dirigente explicou os trâmites jurídicos e as exigências pessoais do processo. “Antes do plano de recuperação judicial, a gente entra com uma medida cautelar antecedente. Eu renegocio algumas dívidas com alguns credores antes do plano para mostrar a gestão de boa fé, e assim a gente ir cumprindo. O plano de recuperação judicial exige muitas coisas pessoais e profissionais. Todos já sabem que para entrar no plano de recuperação judicial eu tenho que colocar o meu patrimônio ali, e assim foi feito.”







