Entenda a polêmica: por que Folarin Balogun recusou proposta do Everton na Premier LeaguePor Thiago Lemos
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A transferência do atacante Folarin Balogun, do Monaco, para o Everton, que estava prestes a ser concretizada por 40 milhões de libras (equivalente a R$ 275,5 milhões), não se concretizou em 1º de setembro de 2026, quando o atleta da seleção dos Estados Unidos optou por não ir para a Premier League.
O jogador, de 25 anos, chegou a viajar para Liverpool a fim de realizar os exames médicos, visto que os clubes já haviam chegado a um acordo prévio para a venda.
Informações indicaram, contudo, que as equipes precisaram iniciar uma nova rodada de discussões após o surgimento de um problema não especificado durante os exames no centro de treinamento do Everton.
Diante da possibilidade de a negociação falhar, o clube inglês, conhecido como Toffees, tentou de última hora a aquisição do atacante Joshua Zirkzee, do Manchester United, mas não teve sucesso.
A equipe, então, entrou em um estado de grande pressão, pois havia finalizado as vendas de dois atacantes, Iliman Ndiaye e Beto, no mesmo dia. Com essa situação, o Everton buscou novamente fechar a compra de Balogun e solicitou à Premier League autorização para concluir a operação mesmo após o encerramento oficial da janela de transferências.
A liga concedeu a permissão, mas, conforme fontes, o próprio jogador desistiu do acordo e deixou Liverpool, retornando ao Monaco ainda na mesma noite.
Dessa forma, os Toffees ficaram sem reforços para o setor ofensivo nesta janela, a menos que contratem agora algum atleta disponível no mercado de jogadores livres.
Em 2 de setembro de 2026, o CEO do Monaco, Thiago Scuro, atribuiu a culpa pelo insucesso da negociação a Balogun e ao departamento médico do Everton.
“A justificativa de Balogun foi: ‘Não me sinto confortável com a forma como fui tratado pelo Everton, pela maneira como os médicos do clube levantaram questionamentos sobre meu futuro e minha saúde. Por isso, não tenho mais a segurança para assinar um contrato de longa duração com eles'”, afirmou o dirigente brasileiro em entrevista coletiva, descrevendo como a janela de transferências do time se encerrou.
“O Everton nos procurou e fez algumas perguntas a respeito dos exames médicos de Balogun. Essas indagações não faziam o menor sentido, tanto para nossos médicos quanto para a equipe pessoal do jogador”, continuou Scuro.
“As explicações que nos foram dadas de modo algum levantavam dúvidas sobre o futuro do atleta, porque não havia nenhuma. Em seguida, ocorreu uma discussão entre os departamentos médicos das duas equipes. O Everton levou entre duas e três horas para realizar novos exames e consultar outros profissionais. Este é um procedimento comum quando o médico do clube expressa incertezas”, detalhou.
“No entanto, as informações vazaram rapidamente no meio de todo esse processo. E, é claro, o Chelsea percebeu uma oportunidade. É assim que as coisas funcionam. Vale tudo no amor e na guerra. Então, eles nos ligaram”, revelou o CEO do Monaco.
“Foi nesse momento que tivemos que abrir as portas para discutir (a possível venda do volante Camara). Mas já eram quase 20h. Conversei diretamente com o jogador e seu agente. Começamos a discutir os termos de uma eventual transferência de Camara para o Chelsea. Paralelamente, aconteciam as discussões envolvendo a situação médica de Balogun”, lembrou.
“Foi então que, por volta das 22h, ou talvez um pouco antes, o Everton nos comunicou que não havia mais problemas, que estavam prontos para finalizar o negócio e assinar o contrato. Assim que recebemos essa ligação, entrei em contato com o Chelsea e disse: ‘Chegamos a um acordo, então a negociação por Camara não seguirá adiante'”, relatou.
“Isso faz parte do jogo. Não há motivo algum para que esse tipo de negociação seja vista de forma negativa, como se o Monaco fosse o ‘vilão’ ou estivesse agindo de maneira injusta ou incorreta. Aparentemente, todos no futebol são tão justos e bondosos, só o Monaco não é”, ironizou.
“A Premier League dispõe de mecanismos que concedem aos clubes uma hora extra para finalizar a documentação. Foi exatamente isso que fizemos cinco minutos antes do fechamento da janela: completar a papelada entre Monaco, Everton e Balogun”, mencionou.
“Eu assinei o contrato, o Everton assinou o contrato… Mas, no último instante, o jogador decidiu não assinar. Em resumo, o argumento dele foi o que já expliquei. E foi assim que finalizamos nossa janela. Para resumir, tudo o que aconteceu em 1º de setembro foi inédito para mim em minha carreira. Foi a primeira vez que vivenciei algo assim em um dia de fechamento de janela”, expressou surpresa o dirigente.
“Agora, aguardamos o retorno de Balogun para nos reunirmos, discutir e decidir os próximos passos. Outros mercados estão abertos, como Turquia e Arábia Saudita, e estamos avaliando a situação de diversos atletas, incluindo Balogun. Portanto, é possível que outros jogadores também deixem o clube nas próximas 48 horas”, concluiu.
Ao ser procurado para comentar a entrevista de Thiago Scuro, o Everton preferiu não se manifestar.







