Abel Ferreira critica denúncia do STJD após chutar microfone e cita histórico de puniçõesPor Luís Henrique Costa
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Após a classificação do Palmeiras para as semifinais da Copa do Brasil, o técnico Abel Ferreira comentou a nova denúncia recebida do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em 3 de setembro de 2026. O treinador expressou sua irritação com a acusação de ter chutado um microfone na partida contra o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro, e desabafou: “Eu não matei ninguém”.
Os detalhes da nova denúncia do STJD
O STJD instaurou um processo disciplinar contra Abel Ferreira por sua conduta no jogo contra o Mirassol. O treinador foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que aborda ações contrárias à disciplina não especificadas. Este incidente coloca Abel em risco de suspensão, com a pena variando de um a seis jogos.
Histórico de punições e o desabafo de Abel
A recente denúncia do STJD surge logo após Abel Ferreira ser multado em 10 mil dólares (equivalente a R$ 51 mil) pela Conmebol. A punição se deu por uma ação similar de chutar um microfone, ocorrida durante o jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores contra o Cerro Porteño-PAR. O técnico comparou os casos, afirmando que, na Conmebol, a punição foi apenas uma multa, sem afastamento do campo.
Ele também mencionou experiências passadas com a justiça desportiva brasileira. “Vocês sabem que já fui julgado pelo STJD e levei 8 jogos”, disse Abel Ferreira, adicionando: “Eu vivo o futebol intensamente. Me chamo Abel Ferreira e sou ser humano. Vou cometer erro como todos nós”. Um expediente disciplinar da Conmebol também aplicou uma sanção adicional de US$ 1.832,60 (cerca de R$ 9,4 mil) pelo reembolso do microfone danificado na ocasião.
As outras considerações do treinador sobre o elenco e a temporada
Além da questão disciplinar, Abel Ferreira aproveitou para discutir outros aspectos da equipe. Ele reforçou a importância de jovens talentos como Vitor Roque, quem o treinador afirmou ter “aguentado nas costas” em 10 ou 15 jogos no ano passado. Abel frisou sua função de “treinar e educar”, destacando a necessidade de carinho e atenção para os jogadores.
O técnico também recordou o título conquistado pelo Palmeiras este ano, ponderando que muitos “querem esquecer”. Para ele, a equipe sempre manteve a competitividade, mesmo diante de desfalques. “Precisamos do Roque, do Paulinho, do López, do Maurício, do Sosa. Infelizmente não temos todos. Joga o Luís, joga o Larsson, joga o Belé. Joga quem tivermos. Desde que cheguei o que mais faço é arranjar soluções. E desde que cheguei, ganhamos e perdemos”, concluiu Abel.







