A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) começou a ser implementada para substituir o antigo Registro Geral (RG) em todo o Brasil. Compreender os requisitos de emissão e os prazos de troca é crucial, uma vez que o documento representa um avanço em segurança e padronização. Este guia completo esclarece as dúvidas mais frequentes sobre a CIN, detalhando os procedimentos para obter as versões física e digital.
Conheça a Carteira de Identidade Nacional e os motivos da mudança do RG
A CIN, sigla para Carteira de Identidade Nacional, é a atualização do documento de identidade no país. Ela padroniza o número de identificação em todos os estados, utilizando o mesmo número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como único identificador nacional para quem já possui o cadastro. A mudança visa aprimorar a segurança e reduzir as chances de fraude.
O novo modelo da carteira está disponível tanto em formato digital quanto físico. Sua principal vantagem é a introdução de um número único, que, combinado com recursos de segurança como o QR Code, oferece maior proteção e minimiza as fraudes de identidade, um benefício importante para todos os cidadãos.
As principais distinções entre a nova CIN e o documento de RG antigo
A transição para a Carteira de Identidade Nacional traz alterações significativas em relação ao modelo anterior do RG, principalmente no que diz respeito à segurança e à padronização do registro dos cidadãos. As diferenças se manifestam em pontos cruciais de como a identidade é gerada e utilizada.
- RG tradicional:
- Cada estado podia atribuir um número distinto, permitindo que uma mesma pessoa possuísse múltiplas identificações;
- Havia um risco maior de duplicidade e de crimes de fraude;
- Não oferecia uma versão digital do documento.
- CIN (Carteira de Identidade Nacional):
- O CPF serve como identificador nacional único e exclusivo para todos;
- Incorpora um QR Code para validação e autenticação rápida;
- Inclui uma área específica no documento, conhecida como Machine Readable Zone (MRZ), para leitura automática;
- Disponível em formato físico (papel moeda ou cartão) e digital, acessível pelo aplicativo gov.br.
Substituição da identidade: é obrigatório fazer a troca pela CIN em 2026?
Embora a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional já esteja liberada em todo o território nacional, o prazo final para que o RG antigo seja substituído é 28 de fevereiro de 2032. Isso significa que não há uma exigência imediata para a troca do documento. Até a data limite estabelecida, o RG tradicional permanece válido para todas as finalidades. No entanto, quem solicita uma nova via do documento, seja a primeira ou a segunda, já receberá o novo modelo da CIN.
Lista de documentos exigidos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional
Para dar entrada na sua Carteira de Identidade Nacional, é necessário apresentar uma série de documentos específicos. Ter todos eles em mãos no momento do agendamento agiliza o processo de emissão.
- Número do CPF, que deve estar com a situação regularizada junto à Receita Federal;
- Certidão de nascimento para pessoas solteiras ou de casamento para casados, separados, divorciados e viúvos;
- Certificado de naturalização, se aplicável;
- Comprovante de endereço, que pode ser solicitado em alguns estados;
- Laudos médicos e/ou laboratoriais, caso deseje indicar condições de saúde como autismo ou tipo sanguíneo;
- Autorização do responsável legal para menores de 16 anos.
Agendamento da CIN: saiba como solicitar sua nova carteira de identidade
O processo de agendamento para a emissão da Carteira de Identidade Nacional é realizado por meio dos canais digitais dos Institutos de Identificação de cada estado e do Distrito Federal. É importante acessar o sistema correspondente à sua localidade para iniciar a solicitação.
Confira o passo a passo completo para agendar e emitir a nova CIN
A emissão da Carteira de Identidade Nacional segue um procedimento organizado para garantir que todos os dados sejam coletados corretamente. Siga as etapas abaixo para obter seu novo documento.
- Acesse o sistema online do seu estado para realizar o agendamento;
- Compareça ao local indicado no dia e horário marcados para o atendimento;
- Apresente os documentos originais e suas respectivas cópias;
- Durante o atendimento presencial, suas impressões digitais, assinatura e fotografia serão coletadas;
- Aguarde a data de entrega ou retirada da versão física da Carteira de Identidade Nacional.
Acesso à versão digital da CIN através do aplicativo gov.br
Além do documento físico, a Carteira de Identidade Nacional oferece uma versão digital que pode ser facilmente acessada pelo aplicativo oficial do gov.br, disponível para smartphones com sistemas iOS e Android. Para visualizar sua identidade digital, siga as instruções abaixo:
- Baixe ou abra o aplicativo gov.br em seu celular;
- Faça login com sua conta gov.br (se for o primeiro acesso, será necessário criar ou ativar a conta);
- Verifique se sua conta possui nível ouro ou prata. Caso contrário, siga as orientações do portal para aumentar o nível, o que garante mais segurança e acesso a documentos digitais;
- Acesse a opção “Carteira de documentos” dentro do aplicativo;
- Procure pela “CIN Digital”. Se já estiver disponível, ela aparecerá na tela;
- Clique na sua CIN Digital para visualizá-la e utilizá-la conforme necessário.
Valores e prazos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional por estado
Os custos e os prazos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional podem variar significativamente entre os estados brasileiros. Na maioria das unidades federativas, a primeira via impressa em papel moeda é gratuita. Contudo, algumas localidades podem cobrar taxas, especialmente para a versão em policarbonato, que é um cartão mais durável.
| Estado | Taxa para emissão da 1º via da CIN | Prazo de emissão |
|---|---|---|
| Acre | Impressão em papel: R$ 116,77 Impressão em policarbonato: R$ 213,60 | 30 dias úteis |
| Alagoas | Não informado | Não informado |
| Amapá | Grátis | 10 dias úteis |
| Amazonas | Grátis | Não informado |
| Bahia | Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 91,72 | Não informado |
| Ceará | Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 74,76 | Não informado |
| Distrito Federal | Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 84 | Não informado |
| Espírito Santo | Grátis | 90 dias |
| Goiás | Grátis | Não informado |
| Maranhão | Não informado | Não informado |
| Mato Grosso | Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 99,53 | Não informado |
| Mato Grosso do Sul | Não informado | Não informado |
| Minas Gerais | Grátis | 15 dias úteis |
| Pará | Não informado | Não informado |
| Paraíba | Não informado | Não informado |
| Paraná | Grátis | 10 a 30 dias úteis |
| Pernambuco | Grátis | Não informado |
| Piauí | Grátis | Não informado |
| Rio de Janeiro | Entre R$ 00,00 e R$ 53,59 | 12 dias úteis |
| Rio Grande do Norte | Grátis | 7 a 20 dias úteis |
| Rio Grande do Sul | Grátis | 15 a 40 dias úteis |
| Rondônia | Grátis | Não informado |
| Roraima | Grátis | 90 dias (na capital) |
| Santa Catarina | Grátis | 20 dias |
| São Paulo | Grátis | Até 22 dias úteis |
| Sergipe | Não informado | Não informado |
| Tocantins | Não informado | Capital: 10 dias úteis Interior: 60 dias |
Prazos de validade da CIN: saiba como variam conforme a faixa etária
A Carteira de Identidade Nacional possui diferentes períodos de validade, que são determinados pela idade do titular no momento da emissão. Essa variação visa adequar a periodicidade de atualização do documento às mudanças físicas que ocorrem ao longo da vida, especialmente na infância e adolescência.
- 0 a 11 anos: validade de cinco anos;
- 12 a 59 anos: validade de 10 anos;
- A partir de 60 anos: validade indeterminada.
Uso da CIN em viagens internacionais: onde o documento é aceito
A Carteira de Identidade Nacional inclui um campo de Machine Readable Zone (MRZ), o que a torna um documento válido para viagens a países que fazem parte do Mercosul. Para que a CIN seja aceita em território internacional, é fundamental que ela esteja em bom estado de conservação e permita a clara identificação do seu titular. Contudo, para destinos fora do bloco do Mercosul, a apresentação do passaporte continua sendo uma exigência.
Inclusão de informações adicionais na CIN: autismo, tipo sanguíneo e nome social
A nova Carteira de Identidade Nacional oferece a possibilidade de adicionar números de outros documentos e incluir informações complementares importantes para o cidadão. É possível inserir, por exemplo, o símbolo do autismo, o tipo sanguíneo e o nome social, o que confere maior personalização e utilidade ao documento.
Documentação para adicionar o símbolo de autismo na Carteira de Identidade Nacional
Para que o símbolo do Transtorno do Espectro Autista (TEA) seja incluído na CIN, é necessário apresentar um laudo médico recente que comprove o diagnóstico. Alternativamente, a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) dentro do prazo de validade também é aceita.
Como registrar o tipo sanguíneo no novo documento de identidade
A inclusão do tipo de sangue na Carteira de Identidade Nacional pode ser feita no momento da emissão. Para isso, é preciso apresentar o exame laboratorial recente de tipagem sanguínea, o original e uma cópia, assinado pelo responsável técnico, ou a carteira oficial de doador de sangue.
Procedimento para incluir o nome social na Carteira de Identidade Nacional
Para utilizar o nome social na CIN, o cidadão deve preencher e assinar um formulário específico de inclusão de nome social, disponibilizado pelo órgão emissor durante o processo de emissão do documento. É importante ressaltar que, no caso de menores de 18 anos, a presença e autorização do responsável legal são obrigatórias.
Outros dados e documentos que podem constar na nova Carteira de Identidade Nacional
A flexibilidade da CIN permite a inclusão de uma série de informações e números de outros documentos, transformando-a em um hub de dados do cidadão. Essa capacidade de concentrar diversos registros em um único local simplifica a vida burocrática e confere mais praticidade ao dia a dia.
- Nome Social;
- Número da Identificação Social (NIS);
- Número do Programa de Integração Social (PIS);
- Número do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP);
- Número do Título de Eleitor;
- Número da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Número do Cartão Nacional de Saúde;
- Número da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
- Número do Certificado Militar;
- Tipo Sanguíneo e Fator Rh;
- Indicador de que o titular é doador de órgãos;
- Condição específica de saúde cuja divulgação possa contribuir para preservar ou salvar a vida do titular;
- Número do documento de identidade profissional expedido por órgão ou autoridade legalmente autorizado.
Com a introdução da CIN, o CPF assume um papel centralizador, agregando cada vez mais informações sobre a vida dos cidadãos. Essa concentração de dados sublinha a importância crucial da proteção dessas informações. Monitorar o CPF é uma medida preventiva essencial que ajuda a identificar tentativas de fraude, detectar movimentações financeiras suspeitas e prevenir a abertura indevida de contas ou créditos em seu nome. Acompanhar a situação do CPF também permite ter conhecimento sobre eventuais dívidas ou negativações, garantindo maior controle financeiro. Atualmente, zelar pela segurança do CPF é sinônimo de resguardar sua identidade digital por completo.
