Influenciadores irritam tenistas com flashes e barulho no US OpenPor Thiago Lemos
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Um grupo de influenciadores interrompeu, na terça-feira, 1º de setembro, a partida de estreia de Naomi Osaka contra Anastasia Zakharova no US Open. A japonesa se preparava para sacar quando o flash de câmeras portáteis, disparado por um camarote de luxo do Estádio Arthur Ashe, obrigou a árbitra de cadeira a paralisar o jogo até que os convidados voltassem aos assentos.
Bicampeã do torneio, Osaka avançou à terceira rodada e, dois dias depois do episódio, cobrou postura dos criadores de conteúdo presentes na arena.
“Se você vai a um evento esportivo, deve respeitar o esporte. E considero que é uma questão de cortesia básica se informar, especialmente no que diz respeito à etiqueta”, disse a tenista. “Acho ótimo que as pessoas contribuam para popularizar o tênis para seu público específico, mas acho que a situação precisa ser gerida muito melhor, sobretudo em partidas de primeira rodada.”
Pegula descreve murmúrio constante nas arquibancadas da Ashe
Classificada à terceira rodada e na disputa pelo posto de número um do mundo, Jessica Pegula reforçou a queixa contra os influenciadores.
“Tem gente lá embaixo tentando competir; é a carreira e o trabalho deles. Acho um pouco desrespeitoso”, afirmou a norte-americana. “Tenho a sensação de que este ano a coisa fugiu um pouco do controle. Na Ashe se ouve tudo. Mesmo quando parece haver silêncio, sempre há um murmúrio, pessoas falando, comendo, rindo e expressando todo tipo de emoções. Você realmente precisa se esforçar para se isolar na sua própria bolha.”
Torneio mais que dobrou o número de credenciados a criadores de conteúdo
O US Open credenciou mais de cem influenciadores para a edição atual, mais do que o dobro do ano passado. Brendan McIntyre, chefe de comunicação do evento, disse que esse número deve continuar subindo nos próximos anos.
Desde 2024, o Grand Slam nova-iorquino também permite a livre circulação de torcedores durante os pontos, independentemente da ação em quadra — mudança que rompe com a etiqueta tradicional do tênis, que restringe conversas e movimentação às trocas de lado e aos intervalos entre sets.
“A USTA está sempre se esforçando para fazer o tênis crescer nos Estados Unidos e atrair novos públicos para o esporte”, declarou McIntyre. “Queremos que todos os nossos torcedores e convidados desfrutem de uma experiência incrível durante sua visita, mas também devemos garantir que não interfiram na ação nem na competição na quadra.”
Mannarino reclama de cheiro de maconha e comportamento do público
Eliminado por Alexander Bublik na primeira rodada, o francês Adrian Mannarino também criticou duramente o clima nas arquibancadas.
“Tem cheiro de maconha na quadra, está se transformando em um zoológico”, disse. “São condições realmente incomuns. As pessoas entram como bem entendem, se mexem, falam. O torneio tolera isso, não sei se é o melhor para os jogadores e para o esporte em geral.”
Após a sequência de queixas e o episódio com Osaka, a organização do US Open reforçou a sinalização pelo complexo e enviou alertas a portadores de ingressos e camarotes lembrando da proibição de flashes, luzes artificiais e ruídos excessivos durante os pontos.







