Urna libera voto de eleitor mesmo sem leitura digital em 2026
O Tribunal Superior Eleitoral computou 141,3 milhões de cidadãos com dados biométricos arquivados no território nacional a 30 dias do primeiro turno das eleições de 2026, montante que compõe o universo total de 158,7 milhões de pessoas com título regularizado para comparecer às 517.206 seções distribuídas por todas as 27 unidades federativas brasileiras. O contingente participa da votação.
A Justiça Eleitoral garante o voto.
Etapas de contingência executadas pelos mesários na cabine
O mesário aciona a rotina manual após o sensor biométrico rejeitar as impressões digitais por quatro tentativas consecutivas, checando o dia, mês e ano de nascimento da pessoa na folha física e digitando o código específico para destravar o terminal. O aparelho soa um sinal sonoro imediatamente após o quarto erro detectado pelo leitor. Em seguida, o presidente da mesa recolhe a assinatura na folha antes de franquear a cabine.
A equipe da seção disponibiliza toalha de papel descartável para limpar os dedos do votante e remover sujidades antes das tentativas adicionais. O mecanismo só interrompe as checagens digitais após as quatro negativas homologadas.
Essa regra evita atrasos nas filas.
Identificações autorizadas para comprovação presencial
O eleitor precisa exibir uma identificação oficial com foto perante os mesários para ingressar na área reservada de votação.
- Carteira de identidade nacional física ou passaporte brasileiro
- Carteira nacional de habilitação impressa
- Certificado de reservista militar ou carteira de trabalho física
- Aplicativo oficial e-Título com imagem facial validada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral
O órgão proíbe certidões de nascimento e de casamento para identificação porque os papéis não contêm retrato. Os trabalhadores da seção barram quem portar unicamente esses registros civis sem fotografia.
Regulamentos de prioridade e término dos trabalhos
A Justiça Eleitoral catalogou 1,97 milhão de votantes com deficiência ou restrição física de mobilidade para o pleito de 2026. A equipe da seção concede atendimento preferencial e retira a exigência de firmar o caderno para pessoas com comprometimento nos membros superiores, anotando tudo no livro de ata. O cidadão com deficiência pode levar um ajudante de sua escolha, desde que a pessoa indicada não esteja a serviço de agremiações partidárias ou frentes de partidos.
Todas as 517.206 seções finalizam os trabalhos pontualmente às 17 horas pelo horário de Brasília, com entrega de senhas a quem ainda permanecer nas filas externas.
Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.








