Black Friday: IA facilita fraudes e vítimas só percebem após não receber o produto

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Black Friday - istockphoto.com Foto: Black Friday - istockphoto.com

A inteligência artificial tornou as fraudes digitais da Black Friday mais convincentes, e muitas vítimas só percebem o golpe quando a compra não é entregue.

Levantamento da Serasa de outubro de 2026 aponta sites falsos como a principal modalidade, com 53%, seguidos por fraudes com Pix, com 42%. O phishing também é frequente.

Como a IA facilita os golpes

Ferramentas de IA facilitam a produção de anúncios, imagens e páginas que imitam lojas legítimas. “A inteligência artificial potencializa essas práticas ao tornar as fraudes mais sofisticadas e convincentes, inclusive com a manipulação de imagens, áudios e vídeos de pessoas públicas”, afirmou Arthur Igreja, especialista em tecnologia.

Golpes de engenharia social representam 40% dos indícios de fraudes financeiras no Brasil, segundo a Agência Brasil. No primeiro semestre de 2026, houve mais de 9 milhões de ocorrências suspeitas ou confirmadas, aumento de 10,26% em relação ao semestre anterior.

Black Friday
Black Friday – ArtistGNDphotography/ iStock

Criminosos usam IA para criar textos impecáveis, personalizar mensagens com o nome da vítima e copiar a identidade visual de lojas conhecidas. O antigo conselho de procurar erros de português perdeu força.

Sinais de alerta e dicas de proteção

Ofertas com descontos de 80% ou 90% devem levantar suspeita. “A Black Friday no Brasil é diferente da dos Estados Unidos. É raro achar promoção de 80% ou 90%. Pesquise o preço antes e contente-se com descontos menores”, orientou Paniago.

Antes de comprar, verifique o histórico da loja e a quantidade de opções de pagamento. O Reclame Aqui oferece o Detector de Sites, que mostra tempo de atividade, localização da hospedagem e reclamações.

Priorize canais oficiais e evite links de e-mail, SMS ou mensagens. Use cartão virtual e confira o endereço letra a letra. O Reclame Aqui lista pagamento sem entrega (67%) e sites falsos (30%) como os golpes mais comuns.

Práticas recomendadas pelo Reclame Aqui

Acompanhe os preços semanas antes da data e use comparadores para confirmar se o desconto é real. Consulte a reputação da loja no Reclame Aqui e leia opiniões de clientes antes de adicionar itens ao carrinho.

Desconfie de lojas que aceitam apenas Pix ou boleto. Prefira cartão de crédito virtual, que pode ser bloqueado após o pagamento. Revise o carrinho e o frete antes de concluir a compra.

Confira o endereço eletrônico letra a letra e use o Detector de Site Confiável para links recebidos por mensagem. Proteja dados pessoais e só os informe em sites oficiais com conexão criptografada.

O que fazer se cair em golpe

Reúna provas da transação, como o link da loja, capturas de tela do perfil falso e comprovantes de pagamento. Registre a ocorrência e comunique o banco ou a instituição de pagamento o mais rápido possível.

A Black Friday de 2026 exige verificação constante, pois a IA reduz sinais antigos como erros de português. O consumidor deve confirmar cada oferta no site oficial da loja e acompanhar o pedido após o pagamento.

Levantamentos mostram que 87% dos consumidores pretendem usar IA para comparar preços, mas 63% não sabem identificar anúncios falsos gerados por algoritmos. A exposição ao risco de fraudes com IA subiu de 26% em 2025 para 32% em 2026.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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