Criminosos usam troca de chip de celulares para invadir contas e appsPor Janderson Luiz
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Golpistas desviam o controle de linhas telefônicas de usuários no Brasil por meio da clonagem de chip para invadir aplicativos e serviços vinculados aos números móveis. O mecanismo transfere a titularidade do pacote de dados, SMS e chamadas de voz para o aparelho dos invasores sem que eles precisem do dispositivo físico da vítima.
O método chama-se SIM swap.
Mecanismo de desvio da linha e controle do SIM card
Fraudes desse tipo ocorrem quando o fraudador obtém a troca do identificador SIM card e cancela imediatamente a conectividade da linha no smartphone original. Com o número ativo no novo terminal, o criminoso passa a receber chamadas convencionais e os códigos de autenticação enviados por SMS por plataformas e bancos. Esse acesso possibilita a invasão de contas virtuais e o bloqueio do titular nas ferramentas de troca de mensagens.
Estratégias para captura de cadastros e dados pessoais
Criminosos contatam vítimas diretamente por engenharia social e utilizam dados prévios para enganar o titular até obter as credenciais que faltam para a operação na operadora. Com a posse dessas informações geradas por vazamentos expostos na dark web, os fraudadores realizam junto à operadora a ativação do chip em outro aparelho móvel para assumir a titularidade remota da linha telefônica e invadir contas protegidas por mensagens de autenticação.
A invasão também se concretiza quando quadrilhas burlam regras de atendimento e processos das próprias empresas prestadoras de telefonia. O redirecionamento autoriza o tráfego da rede para outro chip sem a ciência de quem contratou o plano. O usuário lesado só detecta o problema após a interrupção do sinal.
Sinais evidentes de corte de sinal e perda de acesso
O sinal desaparece repentinamente.
- Interrupção total na realização e no recebimento de chamadas convencionais de voz;
- Queda completa no tráfego de dados pelas tecnologias de redes 3G, 4G e 5G da operadora;
- Desconexão imediata e perda de acesso em contas de aplicativos instalados no aparelho.
A conexão contínua a roteadores Wi-Fi atrasa a identificação do ataque porque navegadores e mensagens continuam operando na rede fixa. Sem testar as chamadas telefônicas ou os pacotes de dados móveis, a vítima passa horas sem constatar que perdeu a titularidade da linha.
Posicionamento da Anatel sobre medidas de proteção
Usuários que identificarem falha simultânea de sinal móvel e perda de contas devem realizar testes na linha e contatar os canais oficiais da operadora de telecomunicações. A confirmação do desvio exige providências imediatas junto às empresas responsáveis pela infraestrutura de telefonia. A Agência Nacional de Telecomunicações acompanha os procedimentos de segurança do setor de telecomunicações móveis.
A Anatel informou formalmente que “existem várias soluções sofisticadas para a detecção e prevenção de fraudes de clonagem e as prestadoras têm procurado dispor destes recursos como parte de suas operações”.







