São Paulo

Casos de sarampo sobem para 32 após novas confirmações em SP

sarampo
Foto: sarampo - Lolapetrova/shutterstock.com
Compartilhar

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou duas novas contaminações por sarampo na capital, elevando para 32 o total de ocorrências registradas em território paulista durante o ano corrente. As infecções entraram no sistema de vigilância no mês de agosto e ampliaram o perímetro de monitoramento epidemiológico.

Perfil dos pacientes confirmados na capital paulista

Os novos diagnósticos envolvem uma bebê de seis meses que permanece com a caderneta de vacinação incompleta e um homem de 28 anos com histórico prévio de imunização contra o vírus. As equipes médicas não divulgaram atualizações a respeito do quadro clínico atual de nenhum dos dois pacientes atendidos na rede pública.

A Fundação Oswaldo Cruz processou o material biológico recolhido dos dois novos pacientes notificados durante o mês de agosto na capital paulista, onde as autoridades sanitárias intensificaram as ações de bloqueio vacinal para impedir que o sarampo volte a se disseminar na comunidade.

sarampo
sarampo -Efired/shutterstock.com

Distribuição dos diagnósticos pelo território estadual

A maior parte das infecções notificadas pelo governo estadual concentra-se na capital, que soma 29 ocorrências anteriores além dos novos registros apurados pelas equipes locais. Outros municípios da Região Metropolitana também registraram moradores contaminados ao longo dos meses anteriores.

  • Capital: 29 casos contabilizados antes da nova atualização
  • São Bernardo do Campo: 2 contaminações confirmadas
  • Guarulhos: 1 paciente registrado pelo sistema de saúde

A ausência de doses adequadas marca a maioria dos contaminados no estado, já que 23 dos 30 primeiros doentes nunca haviam recebido a vacina ou estavam com o esquema atrasado. Os agentes continuam em campo investigando possíveis contatos diretos para conter novos focos do vírus.

Diretrizes da imunização e aplicação da dose zero

O calendário nacional estabelece a primeira aplicação da vacina aos 12 meses e o reforço aos 15 meses de vida. Profissionais de saúde necessitam comprovar duas aplicações regulares independentemente da faixa etária.

  • Crianças de 15 meses a 29 anos: comprovação obrigatória de duas doses registradas
  • Adultos de 30 a 59 anos: exigência de ao menos uma dose aplicada
  • Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias: aplicação da chamada dose zero em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo

A aplicação da dose zero funciona como barreira extra e não substitui as etapas previstas para os 12 e 15 meses de vida.

Manifestações corporais e disseminação pelas vias aéreas

O quadro infeccioso costuma provocar erupções avermelhadas espalhadas pela pele acompanhadas por febre acima de 38,5 graus, além de manifestar tosse seca, irritação ocular e sensação contínua de mal-estar. Os sintomas surgem entre três e cinco dias depois do contato com o patógeno, e o Ministério da Saúde alerta que a febre mantida por períodos longos exige atenção médica redobrada em crianças menores de 5 anos. A transmissão ocorre pelo ar.

A dispersão das partículas acontece quando o portador tosse, fala, espirra ou respira perto de outros indivíduos no mesmo ambiente compartilhado. Um doente infectado tem capacidade biológica de transmitir o patógeno para 90% das pessoas próximas desprovidas de anticorpos protetores no organismo.

Compartilhar

Mais notícias em São Paulo

Veja mais