Uma menina de 10 anos, encontrada sem vida na residência em Peruíbe, no litoral de São Paulo, não tinha qualquer convivência social e estava afastada da escola. As informações foram divulgadas pela delegada Izabela Coelho Fernandes, responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, que conduz as investigações. A ausência de uma rede de apoio e a falta de frequência escolar são fatores que aprofundam a vulnerabilidade da vítima.
A mãe da criança foi detida na data de 25 de agosto de 2026, sob suspeita de envolvimento em exploração sexual. A identidade tanto da mãe quanto da menina foi protegida no processo, visando resguardar outro filho da investigada, que foi quem localizou a irmã falecida.
A delegada revelou que os laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicaram a presença de sinais de violência sexual prévia no corpo da vítima. Além da genitora, dois moradores vizinhos, de 74 e 47 anos, prestaram depoimento e também são alvos de apuração relacionada à morte da criança.
Detalhes chocantes sobre a vida solitária da criança
Conforme apurado pela delegada Izabela, durante as oitivas de testemunhas, relatos indicaram que a menina era frequentemente vista em áreas de comércio de drogas e locais considerados de “reputação duvidosa” nas madrugadas, sempre na companhia da mãe e de outros homens.
A delegada descreveu a rotina da menina: “Essa criança, a vida dela nos últimos meses, era sempre na companhia da mãe. Ela não estava frequentando a escola, não tinha acesso ao celular. Ela não tinha vida social, era sempre ou dentro de casa ou em lugares com reputação duvidosa”.
Ainda segundo a apuração da delegada, a mãe é usuária de entorpecentes e teve sua prisão temporária decretada por 30 dias. A medida visa assegurar a integridade das diligências ainda necessárias na investigação.
“Há uma contradição em relação à alteração da cena do crime. A limpeza do local antes da chegada da perícia”, afirmou a delegada.
A ordem de prisão foi emitida pela Justiça de Peruíbe no mesmo dia, após solicitação da Polícia Civil e do Ministério Público. O boletim de ocorrência indica que a criança foi achada morta em seu quarto durante a madrugada de 10 de agosto de 2026.
Investigação sobre a causa da morte permanece aberta
O registro da ocorrência, classificado como morte suspeita e com dúvida razoável sobre suicídio, apontou que a menina apresentava lesões compatíveis com a possibilidade de conjunção carnal ou outro tipo de ato sexual.
No entanto, as circunstâncias exatas que levaram à morte da criança continuam sendo investigadas pela DDM. A Polícia Civil esclareceu que “as investigações prosseguem sob sigilo” e que a mulher “permanece amparada pelo princípio constitucional da presunção de inocência, até eventual decisão judicial definitiva”.
