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Vendas de Spider-Man 2 somam US$ 1,2 bilhão com força em discos

Marvel's Spider-Man 2 - Divulgação
Foto: Marvel's Spider-Man 2 - Divulgação
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O jogo Marvel’s Spider-Man 2 atingiu a marca de US$ 1,2 bilhão em receita bruta e obteve 35% desse faturamento a partir de cópias físicas em disco, conforme levantamento apresentado em 10 de setembro de 2026 pelo analista Rhys Elliot, da Alinea Analytics. O resultado financeiro contraria a versão oficial da Sony, que atribui a redução dos lançamentos físicos a uma suposta escolha voluntária dos próprios jogadores.

Fatias expressivas de receita em formato físico

Em análise sobre o catálogo de produções da Sony, Rhys Elliot reuniu dados de títulos para um jogador que mantêm alta adesão em lojas físicas. O analista da Alinea Analytics apontou que o público desses jogos específicos ainda procura a versão em caixinha no varejo tradicional. Os números levantados revelam volumes consideráveis arrecadados fora dos canais virtuais de distribuição:

  • Ghost of Yotei: US$ 400 milhões em receita total, com fatia de 37,6% em mídias físicas
  • Astro Bot: US$ 275 milhões em receita total, registrando 46,8% no comércio em disco
  • Death Stranding 2: US$ 129 milhões em receita total, acumulando 41,8% em formato físico

A receita física permanece volumosa nos títulos que a Sony monitora.

Marvel's Spider-Man - Divulgação
Marvel’s Spider-Man – Divulgação

Diferença de lucros entre formato digital e discos

“A receita física é enorme nos jogos single-player que a Sony está ficando mais cautelosa”, afirmou Rhys Elliot sobre a divisão das receitas. O analista explicou que “um dólar em disco vale menos para a Sony do que um dólar digital, pois há a margem do varejista, fabricação e distribuição”.

Ao comercializar jogos diretamente em sua própria loja virtual sem intermediários do comércio tradicional, a Sony elimina os custos operacionais com transporte de mercadorias, prensagem de discos plásticos e comissões de lojistas, assegurando uma fatia líquida consideravelmente maior em cada transação financeira realizada pelos proprietários do PlayStation 5. O modelo digital garante controle. Rhys Elliot afirmou que “a decisão pelo fim do disco foi, em grande parte, sobre margens, controle e matar o mercado de segunda mão”.

Meta da fabricante para encerrar jogos em mídia física até 2028

A Sony comunicou que encerrará a fabricação de discos para jogos inéditos em 2028, projetando que o aumento no lucro líquido das vendas compensará qualquer debandada de compradores. As transações de títulos usados entre consumidores reduzem o faturamento direto da empresa, que não recebe porcentagem sobre as revendas de itens de segunda mão.

Cancelamentos e trocas de distribuidora atingem outros estúdios

A perda de espaço dos discos altera a preservação histórica do setor e limita o domínio dos usuários sobre os itens comprados. O desempenho comercial de Death Stranding 2, que ficou abaixo das metas internas da Sony, influenciou a decisão da companhia de cancelar o projeto Physint. Hideo Kojima rejeitou o cancelamento da parceria com PlayStation e levou o desenvolvimento de Physint para a plataforma Xbox.

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