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Capcom trava remaster de Onimusha 3 por equipe e Jean Reno

Onimusha 3 - reprodução
Foto: Onimusha 3 - reprodução
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A Capcom mantém Onimusha 3: Demon Siege restrito ao catálogo do console PlayStation 2 em 9 de setembro de 2026, trajetória diferente da recebida pelas edições Onimusha: Warlords e Onimusha 2: Samurai’s Destiny. A falta de uma versão remasterizada decorre do direcionamento interno da desenvolvedora e de pendências ligadas ao contrato de imagem do ator Jean Reno.

Título lançado em 2004 permanece fora das plataformas modernas

Disponibilizado no ano de 2004 para o PlayStation 2, o game consolidou recepção positiva entre os admiradores da série desenvolvida pela Capcom. A narrativa interliga o período feudal japonês liderado por Samanosuke Akechi com a cidade de Paris nos dias atuais sob a perspectiva de Jacques Blanc, personagem assumido pelo ator Jean Reno. Esse enredo aborda deslocamentos temporais e o combate armado contra o exército de Nobunaga Oda.

Apesar de registrar mais de 1,5 milhão de unidades comercializadas até 2008 e receber avaliações favoráveis pela introdução de cenários tridimensionais em tempo real, o produto não entrou no cronograma de conversões que contemplou os dois títulos antecedentes.

Prioridade da produtora mira produção inédita da franquia

O produtor Akihito Kadowaki esclareceu a postura da empresa ao tratar publicamente sobre os pedidos contínuos da comunidade pelo relançamento de Onimusha 3: Demon Siege. O profissional afirmou que a Capcom acompanha a demanda popular e registra frequentemente essas manifestações.

De acordo com Akihito Kadowaki, a divisão responsável pelas criações da saga mobiliza atualmente cerca de 170 funcionários em dedicação exclusiva ao desenvolvimento de Onimusha: Way of the Sword, estrutura operacional que inviabiliza a transferência de desenvolvedores sem colocar em risco o acabamento técnico do lançamento. Deslocar colaboradores para tarefas paralelas comprometeria a integridade do projeto prioritário da marca. A diretoria rejeitou assumir riscos operacionais.

Uso de voz e semelhança de Jean Reno cria barreira jurídica

A presença do rosto e das falas de Jean Reno na construção do coprotagonista Jacques Blanc acrescenta complexidade ao processo de relançamento de Onimusha 3: Demon Siege além das restrições de mão de obra.

A distribuição do produto exigiria uma renegociação contratual dos direitos de imagem com o artista, exigência jurídica que não afetou as remasterizações anteriores na mesma escala. Jean Reno manifestou interesse em reinterpretar o papel, embora a Capcom não confirme formalmente o obstáculo comercial.

Retorno de outro capítulo reforça ausência na linha do tempo

A inclusão de Onimusha: Dawn of Dreams, lançado em 2006, no catálogo de consoles PlayStation ampliou as dúvidas do público sobre o terceiro jogo. A empresa avançou na biblioteca digital e ignorou a cronologia direta de Onimusha 3: Demon Siege. A decisão gerou apreensão imediata.

O produtor Motohide Eshiro, que coordenou a modernização de Onimusha 2: Samurai’s Destiny, afirmou manter a expectativa pessoal de reencontrar o terceiro jogo no mercado no formato de remasterização ou edição adaptada. Essa manifestação contrasta com o silêncio institucional sobre novos prazos.

Próximos passos dependem do desempenho comercial da saga

A aprovação de um resgate de Onimusha 3: Demon Siege está atrelada aos resultados de vendas obtidos por Onimusha: Way of the Sword, título capaz de restabelecer o faturamento da marca e justificar investimentos da Capcom na preservação de edições antigas.

A Capcom preserva o projeto em aberto sem descartar futuras conversões, mas os jogadores dependem dos consoles PlayStation 2 para acessar a jornada de Samanosuke Akechi e Jacques Blanc. O público também encontra acesso por meio da versão desenvolvida para computadores PC em 2005.

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