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Policiais encontraram em 9 de setembro uma paraguaia de 20 anos trancada em uma casa de prostituição no município de Marechal Cândido Rondon, na região oeste paranaense, depois de a vítima aceitar um falso emprego e acabar transferida para território nacional sem consentimento. O cativeiro funcionava em área urbana.

Relatórios repassados aos investigadores apontam que a jovem sofreu abusos e permaneceu trancada no prostíbulo durante 2 dias seguidos.

A liberação da vítima mobilizou equipes da Polícia Federal, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Paraná e da Polícia Militar do Paraná. Agentes das três corporações deflagraram a incursão tática a partir de um alerta emitido pela polícia do Paraguai. O cerco foi rápido.

Antes do sumiço, a moça avisou familiares de que começaria a trabalhar em um condomínio residencial situado em Hernandarias, no país vizinho. Criminosos desviaram a rota inicial durante a viagem rodoviária e transportaram a paraguaia para a fronteira brasileira.

Autoridades de segurança do Paraguai acionaram as forças de segurança vizinhas assim que receberam a denúncia formal sobre a privação de liberdade e os abusos sexuais cometidos no endereço brasileiro.

Logo após ser retirada do local, a vítima seguiu até a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra para acolhimento médico e depoimento oficial. O atendimento ocorreu no oeste paranaense.

A jovem retornou à cidade natal no território paraguaio e reencontrou a mãe sob escolta policial.

Peritos e delegados da Polícia Federal abriram inquérito formal com foco no crime de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual. A tipificação prevê penas severas.

Equipes policiais procuram agora identificar os intermediários do aliciamento e mapear os veículos usados para atravessar a fronteira até o Paraná.

O material colhido nas oitivas em Guaíra foi compartilhado com os núcleos do Ministério Público e tribunais do Paraguai voltados ao combate ao tráfico humano. Os autos tramitam entre as duas nações.

Laudos periciais complementares solicitados no Paraná vão detalhar a sucessão de agressões físicas sofridas pela estrangeira durante os 2 dias em que ficou incomunicável.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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