Fim de uma era? Ancelotti sinaliza que Neymar não deve mais ser convocadoPor Thiago Lemos
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Neymar comunicou à comissão técnica que não pretende mais defender a Seleção Brasileira em partidas oficiais, conforme anúncio feito pelo treinador Carlo Ancelotti em 13 de setembro de 2026. O técnico explicou que o próprio atleta manifestou a decisão de se afastar das convocações da equipe nacional.
O treinador avaliou que a presença do jogador no elenco durante o torneio mundial de 2026 ocorreu por merecimento técnico e condições físicas adequadas apresentadas na ocasião.
Atacante recusa novos chamados para a equipe nacional
Ancelotti explicou a ausência do jogador nas próximas etapas internacionais. O planejamento visa a montagem do grupo para a Copa América.
“Temos que meter novos jogadores e uma nova identidade na Seleção. Não inclui o Neymar para o futuro. Neymar já confirmou que não quer voltar à Seleção”, declarou o treinador.
O técnico ressaltou a importância histórica do atleta pelo time brasileiro. O comandante definiu o camisa 10 como um talento único.
“Neymar não se pode substituir porque foi um talento extraordinário e único. É um jogador irrepetível. Como não podemos substituir, temos que construir uma equipe e um coletivo forte”, afirmou Carlo Ancelotti.
Transição no elenco mantém veteranos pontuais como Marquinhos
A renovação da equipe nacional entrou em pauta diante do encerramento de trajetória dos atletas mais experientes. Mudanças táticas estão previstas.
“No geral, a Copa do Mundo de 2026 termina uma geração que eu acho que fez três mundiais. A geração de 2026 é a mesma de 2022 e 2018, uma geração que acabou na Copa do Mundo. Alguns destes jogadores estarão na próxima Copa do Mundo, como o Marquinhos”, disse Ancelotti.
Histórico do camisa dez reúne recorde de gols e título olímpico
O jogador estreou pela Seleção Brasileira em 10 de agosto de 2010 contra os Estados Unidos e encerrou sua marca como maior artilheiro da história da equipe ao atingir 80 gols em 130 partidas oficiais disputadas até a competição de 2026, marca superada em jogos apenas por Roberto Carlos, com 132 confrontos, e Cafu, recordista absoluto com 150 atuações pelo time nacional. O ciclo acabou.
O atacante participou de quatro edições mundiais, em 2014, 2018, 2022 e 2026, além de acumular no currículo os títulos da Copa das Confederações de 2013 e o ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
A primeira convocação após o torneio de 2026 já não continha o nome de Neymar na relação para os confrontos contra Austrália e Índia. A publicação oficial da lista ocorreu em setembro de 2026.







