Ladrões de cabos deixam 109 colégios estaduais sem luz no RioPor Maria
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Em 14 de setembro de 2026, pelo menos 109 escolas da rede estadual do Rio de Janeiro registraram interrupção no fornecimento de energia elétrica após sucessivos furtos de cabos. Algumas unidades de ensino chegaram a acumular dez meses consecutivos sem abastecimento elétrico nas dependências pedagógicas.
Rotina improvisada com lanternas na Baixada Fluminense
No Ciep 168 Ilda Silveira Rodrigues, localizado em Nova Iguaçu, a aluna Larissa Rodrigues, de 17 anos, precisa recorrer à luminosidade das janelas e à lanterna do telefone celular para acompanhar as matérias do 1º ano do ensino médio.
O prédio escolar de Nova Iguaçu enfrenta o desabastecimento há um mês devido ao ataque criminoso contra a fiação. O problema persiste. A carência de iluminação regular encurtou horários de aula e obrigou professores a adaptarem o conteúdo didático diante da penumbra nas salas.

Principais reflexos apurados nas dependências escolares
- Interrupção da rede elétrica em 109 unidades estaduais no decorrer de 2026
- Prédios públicos que atingiram dez meses contínuos na escuridão
- Redução da carga letiva presencial para conter a falta de ventiladores e lâmpadas
- Estudantes dependentes de lanternas portáteis para visualizar o quadro em dias chuvosos
A Secretaria de Estado de Educação encaminhou uma solicitação formal de apoio ao Ministério Público do Rio de Janeiro. A pasta busca auxílio dos promotores para acelerar medidas emergenciais de infraestrutura e proteção patrimonial nas áreas conflagradas.
Impactos diretos no calendário e locais de votação
Diversos colégios estaduais atingidos pelos crimes servirão como locais de votação e pontos de apoio operacional para a Justiça Eleitoral. A administração da pasta educacional afirmou em ofício que “a preservação das condições de funcionamento dos colégios deixa de representar preocupação exclusivamente relacionada à continuidade da atividade educacional, passando a possuir reflexos também sobre a adequada preparação da infraestrutura necessária à realização do pleito”. As equipes técnicas tentam restabelecer a fiação danificada antes da abertura das urnas.
Medidas cobradas ao Ministério Público do Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Educação argumentou aos promotores fluminenses que a recomposição rápida dos sistemas danificados depende da ampliação do policiamento para impedir a reincidência de invasões às caixas subterrâneas de luz.







