Ciência

SETI Institute propõe buscar vestígios alienígenas na Lua

Crateras da Lua
Crateras da Lua - Naim uddin Id 6667907/shutterstock.com

Cientistas liderados por Lewis J. Pinault, ligado ao SETI Institute, propõem recolher poeira no regolito da Lua para localizar partículas microscópicas de tecnologia alienígena. O modelo quantitativo sugere que fragmentos interestelares artificiais continuam preservados na superfície lunar após colisões cósmicas antigas.

A Lua acumula materiais.

Ausência de atmosfera protege fragmentos cósmicos na superfície lunar

Diferente da Terra, que destrói registros passados por causa da erosão, chuva e atividade geológica contínua, o satélite natural terrestre não possui tectônica de placas. Sem oceanos para dispersar resíduos, o solo lunar conserva partículas caídas do espaço há bilhões de anos. Esse ambiente praticamente intocado transformou o astro em um arquivo físico de acontecimentos remotos do Sistema Solar.

Fragmentos microscópicos podem resistir a viagens pela Via Láctea

O grupo de Lewis J. Pinault classifica os resíduos teóricos como partículas Arkhipov, fragmentos diminutos gerados por impactos em maquinários, satélites ou equipamentos de sociedades tecnológicas remotas. Cálculos apresentados pela equipe indicam que elementos de 3 micrômetros de largura, equivalente a cerca de 3% da espessura de um fio de cabelo da cabeça humana, mantêm a integridade durante deslocamentos estelares por até 1 bilhão de anos.

Equipamentos destruídos em outros sistemas lançariam detritos diretamente para a rota da Via Láctea.

Análise exige volume reduzido de solo e triagem avançada

As estimativas dos cientistas indicam que o volume de 1 metro cúbico de regolito lunar oferece material suficiente para identificar pelo menos um fragmento alienígena artificial. A verificação desse material requer o uso combinado de espectroscopia, microscopia avançada e sistemas de análise visual auxiliados por inteligência artificial. Os técnicos precisam descartar componentes de meteoritos, processos puramente geológicos e vestígios deixados por equipamentos espaciais construídos por humanos antes de autenticar qualquer achado.

  • Exame de ligas químicas incomuns
  • Identificação de estruturas com microengenharia
  • Descarte de contaminação originada na Terra

Missões Chang’e e Artemis abrem caminho para coletas maiores

As tripulações do programa Apollo trouxeram centenas de quilogramas de rochas da Lua para a Terra, mas os cientistas não realizaram buscas direcionadas a tecnossinaturas em escala microscópica naquelas amostras. O SETI Institute aponta que novos carregamentos do programa Artemis e das missões chinesas Chang’e ampliarão o acesso ao material geológico lunar.

A ausência de partículas artificiais nos testes permitirá aos pesquisadores recalcular a distribuição de civilizações tecnológicas na Via Láctea.

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