Rã-touro em Florianópolis: reaparecimento de espécie invasora acende alertaPor Beatriz
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A Prefeitura de Florianópolis confirmou novos registros da espécie exótica em áreas mapeadas de Ratones e programou vistorias técnicas após o aumento do calor. O monitoramento busca controlar o avanço populacional.
Anfíbio invasor volta a surgir em áreas de Florianópolis
Técnicos ambientais contabilizaram 11 espécimes da rã-touro no território municipal desde dezembro de 2025.
A proliferação da rã-touro, identificada cientificamente como Aquarana catesbeiana e reconhecida pelo som comparado ao mugido de boi, voltou a mobilizar a capital catarinense após novos avistamentos confirmados em Ratones, na região Norte da Ilha. O bicho assusta moradores. O som atrai curiosos.
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Floram, detalhou a fiscalização na localidade.
“Informamos que recebemos novos registros da rã-touro em algumas áreas previamente mapeadas em Ratones, principalmente após as ações de educação ambiental. Uma nova vistoria está programada, com previsão entre o final de setembro e outubro”, informou o órgão municipal.
Temperatura elevada estimula a movimentação da espécie invasora
O comunicado dos órgãos municipais explicou que o período de calor modifica diretamente a rotina biológica desses animais.
“Em relação à sazonalidade, a chegada de períodos mais quentes pode favorecer uma maior atividade e detectabilidade da rã-touro, especialmente em comparação com os meses mais frios do inverno”, informou a secretaria. Os agentes intensificaram a vigilância no bairro.
Com a elevação constante dos termômetros durante o período de transição climática, o metabolismo acelerado dos anfíbios faz com que eles intensifiquem o coaxar característico e se desloquem com frequência muito maior pelas áreas úmidas do Norte da Ilha.

Registros anteriores da rã em mananciais catarinenses
A presença desse animal já mobilizou fiscalizações anteriores em lagoas e brejos da Ilha de Santa Catarina. O histórico reúne relatos frequentes da comunidade.
Por seu perfil predador e porte avantajado, a espécie disputa espaço e alimento com a fauna nativa, provocando desequilíbrio na cadeia biológica local.
Canais oficiais para orientar moradores sobre o anfíbio
O coaxar potente do animal desorienta anfíbios locais no momento do acasalamento e prejudica a conservação da biodiversidade nativa. A intervenção humana tenta frear esse processo.
A Floram orienta a população a não capturar o animal e a enviar relatos pelo endereço fdepuc.floram@gmail.com ou pelo telefone (48) 3237-5660.







