Cientista acha dente fóssil de mastodonte de 10 mil anos nos EUAPor Janderson Luiz
2 min de leitura
![]() |
A geomorfóloga Brigid Lynch encontrou um dente fossilizado de mastodonte de 10 mil anos durante uma expedição realizada na área de preservação do Distrito Regional de Espaços Abertos da Península Central (Midpen), na Califórnia, nos Estados Unidos. A administração do Midpen confirmou e divulgou a identificação do fóssil do mamífero pré-histórico aparentado aos elefantes atuais em 9 de setembro.
“Como geóloga, já vi muita coisa em campo, mas definitivamente nada tão emocionante quanto isso”, afirmou Brigid em nota oficial do órgão ambiental.
A cientista recolheu a estrutura do terreno e encaminhou o material para avaliação especializada. Paleontólogos atestaram em seguida que a peça correspondia a um dente molar de um mastodonte-do-pacífico adulto, descartando a impressão inicial de que seria uma rocha comum.
“O dente em si está em perfeitas condições”, avaliou o paleontólogo Wayne Thompson. “É o molar de mastodonte mais completo da nossa região e o mais espetacular que já vi”, prosseguiu o especialista. “Senti arrepios da cabeça aos pés”, relatou o pesquisador. “É mais um quebra-cabeça na saga da Era do Gelo que podemos encaixar”, concluiu Thompson no comunicado oficial.
O mastodonte-do-pacífico habitava o oeste norte-americano e áreas do México. A espécie era herbívora. O desaparecimento desses animais ocorreu devido a alterações climáticas em seu habitat e à caça predatória praticada por humanos.
A equipe encaminhou a peça fóssil para a Universidade de Stanford, instituição encarregada de aplicar testes laboratoriais avançados para definir a cronologia precisa do exemplar.
A gerente da coleção de geociências de Stanford, Christine Garcia, explicou a relevância de investigar vestígios biológicos antigos. A análise desse acervo ajuda a reconstituir os padrões da fauna remota.
“Podemos estudar fósseis para entender melhor o passado da Terra, a vida selvagem do passado e o ecossistema do qual faziam parte, e para nos ajudar a fazer melhores previsões e tomar melhores decisões sobre como ajudar nossos ecossistemas e a biodiversidade a prosperarem no futuro”, afirmou Christine Garcia.







