Imagem de urso em Marte reúne relevo geológico e craterasPor Janderson Luiz
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A câmera HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, operada pela Nasa, registrou em 2022 uma formação geológica na superfície de Marte cujas linhas desenham o contorno facial de um urso.
A imagem surgiu em 2022.
Estrutura reúne crateras e colina vulcânica
As marcas no solo marciano combinam diferentes relevos naturais que se distribuem pela planície. O desenho da cabeça é formado por um contorno circular de fraturas na crosta. Duas crateras alinhadas compõem a área visual dos olhos.
Uma colina com depressão em forma de V delimita a região do focinho. Essa estrutura inteira decorre do acúmulo de sedimentos e de movimentações físicas ocorridas no terreno.
- Crateras circulares compõem o par de olhos na superfície rochosa.
- Colina com depressão em V define a área do focinho.
- Fratura circular externa contorna todo o desenho da face.
Origem geológica detalhada por pesquisador americano
O cientista planetário Alfred McEwen, responsável pela equipe do instrumento HiRISE na Universidade do Arizona, apontou que a fratura circular observada no terreno marciano representa o resíduo de sedimentos acumulados sobre uma cratera de impacto que acabou soterrada e preenchida ao longo do tempo.
O pesquisador afirmou que a elevação central marca a passagem física de materiais expelidos pelo subsolo. Essa movimentação envolveu lava ou lama originadas em uma abertura geológica local. Os fluxos cobriram o relevo de maneira espontânea.
Efeito psicológico estimula percepção de rostos
A observação da figura decorre da pareidolia, fenômeno em que o cérebro humano interpreta estímulos visuais aleatórios como representações familiares. O cérebro localiza padrões conhecidos em rochas sem que exista intencionalidade na disposição do terreno.
Outros registros mostram formas familiares no planeta
Imagens anteriores capturadas pela Nasa na superfície marciana registraram estruturas comparadas a expressões faciais e silhuetas de animais terrestres.
O rover Perseverance fotografou eclipses solares gerados por luas de Marte e minerais específicos em rochas locais. O veículo Curiosity também localizou formações marcianas comparadas visualmente a favos de mel.
Nenhum dado científico identificou interferência externa na distribuição das fraturas e depressões registradas pela sonda.







