Pesquisas expõem divergência entre Lula e Flávio Bolsonaro para 2026Por Janderson Luiz
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O Tribunal Superior Eleitoral registrou dois levantamentos nacionais de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, concluídos em setembro de 2026, que apresentam cenários divergentes entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. As apurações do instituto MDA e do instituto PoderData trazem dados coletados no mesmo mês e expõem variações na liderança da disputa.
Os números mostram disparidades relevantes.
Números do primeiro turno dividem a liderança entre os candidatos
A sondagem da Confederação Nacional do Transporte com o MDA, realizada entre 9 de setembro de 2026 e 13 de setembro de 2026, apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 40,5% das intenções de voto contra 30,4% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Essa diferença representa uma vantagem de 10,1 pontos percentuais a favor do atual presidente da República. Já o levantamento do PoderData, executado entre 13 de setembro de 2026 e 16 de setembro de 2026, indicou Luiz Inácio Lula da Silva com 37% e Flávio Bolsonaro com 36%, configurando empate técnico na primeira etapa eleitoral.
O levantamento do PoderData mostra uma distância de apenas 1 ponto percentual entre os dois nomes avaliados. Esse índice contrasta diretamente com a margem obtida pelo instituto parceiro da Confederação Nacional do Transporte no mesmo período de coleta em setembro de 2026.
A comparação direta das sondagens de primeiro turno reúne os seguintes indicadores:
- Pesquisa MDA no primeiro turno: Luiz Inácio Lula da Silva marcou 40,5% e Flávio Bolsonaro registrou 30,4%.
- Pesquisa PoderData no primeiro turno: Luiz Inácio Lula da Silva obteve 37% e Flávio Bolsonaro alcançou 36%.
- Diferença entre os concorrentes: o instituto MDA apontou 10,1 pontos de distância, enquanto o PoderData mediu 1 ponto percentual.
Segundo turno apresenta alternância no primeiro lugar entre as pesquisas
As projeções para uma eventual segunda volta eleitoral também apontam direções opostas nos dois levantamentos registrados perante as autoridades eleitorais. Na apuração da Confederação Nacional do Transporte com o MDA, Luiz Inácio Lula da Silva lidera o confronto com 47,3% das intenções de voto, superando os 40% atribuídos a Flávio Bolsonaro. Em contrapartida, os dados coletados pelo PoderData colocam Flávio Bolsonaro numericamente à frente com 46% da preferência do eleitorado, deixando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das menções.
Na simulação do MDA, o petista sustenta uma folga de 7,3 pontos percentuais contra o adversário político. No levantamento do PoderData, o parlamentar abre 2 pontos percentuais de frente, situando o confronto dentro dos limites de oscilação estatística informados ao órgão oficial.
No confronto direto medido pelo MDA, Luiz Inácio Lula da Silva soma 47,3% contra 40% de Flávio Bolsonaro. No cenário apurado pelo PoderData, Flávio Bolsonaro aparece com 46% diante de 44% de Luiz Inácio Lula da Silva. Os índices revelam que a troca na dianteira ocorre conforme a instituição responsável pelo trabalho de campo. As apurações foram submetidas ao protocolo formal de verificação do Tribunal Superior Eleitoral.
Metodologia e calendário explicam a variação nos índices apurados
A diferença temporal no calendário de entrevistas compõe um dos elementos fundamentais para compreender a divergência entre os números apresentados pelas entidades. A coleta do MDA ocorreu entre 9 de setembro de 2026 e 13 de setembro de 2026, enquanto a checagem do PoderData teve início em 13 de setembro de 2026 e encerrou os trabalhos em 16 de setembro de 2026.
Fatores metodológicos alteram a amostragem.
Determinados institutos utilizam questionários presenciais aplicados diretamente nos domicílios de eleitores de diversas regiões do país, enquanto outros realizam ligações telefônicas com sistemas automáticos para contatar os participantes cadastrados. A variação nos modelos de abordagem altera a taxa de resposta dos entrevistados e interfere nos índices finais obtidos pelas equipes de estatística. As margens de erro declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral definem o intervalo de tolerância para a leitura técnica dos percentuais.
Registros oficiais mantêm a base de conferência no tribunal eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral exige a inserção detalhada das fichas com plano amostral, contratante, valor desembolsado e estratificação por gênero, idade e renda. Ambos os estudos cumpriram o requisito formal exigido pelas resoluções eleitorais vigentes para a divulgação pública dos índices apurados durante o mês de setembro de 2026.
Ao analisar detalhadamente o conjunto de regras técnicas estabelecido pela legislação eleitoral brasileira, verifica-se que tanto a pesquisa contratada pela Confederação Nacional do Transporte quanto o levantamento coordenado pelo PoderData registraram formalmente seus questionários no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral antes da divulgação dos relatórios finais referentes ao pleito de 2026.
A divergência numérica entre os índices de 37% e 40,5% para Luiz Inácio Lula da Silva, assim como de 30,4% e 36% para Flávio Bolsonaro, permanece documentada no repositório público da corte. Os relatórios seguem disponíveis para consulta pública com as respectivas metodologias arquivadas em Brasília.







