Recém-nascida morre no Rio dois dias após o parto e a morte da mãePor Beatriz
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A recém-nascida filha de Jéssica Duarte Gonçalves morreu na manhã de 17 de setembro de 2026 no Hospital Municipal Albert Schweitzer, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, cinco dias após a morte da própria mãe. A criança permaneceu internada na unidade de terapia intensiva neonatal do hospital desde o fim da tarde de 15 de setembro de 2026.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou o óbito e comunicou que a paciente não resistiu, apesar das medidas adotadas pelos profissionais de saúde.
Jéssica deu entrada em 8 de setembro de 2026 no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, situado em Bangu, onde teve o terceiro parto da família. A filha, chamada Jade, nasceu saudável com quase quatro quilos. A mulher morreu cinco dias depois de passar pelo procedimento na maternidade.
Parentes relataram que Jéssica começou a sentir cólicas intensas no abdômen antes de receber alta médica ainda com esse desconforto. O marido, Jonathan, afirmou que a equipe do local não realizou exames de imagem para avaliar a origem dos sintomas apresentados.
Jonathan relatou que os funcionários administraram soro com dipirona e não aprofundaram a investigação das queixas. Ele descreveu que uma profissional retirou coágulos retidos no corpo da paciente durante o atendimento. A dor continuou a se intensificar nas horas seguintes. Uma médica atribuiu o inchaço e o mal-estar ao acúmulo de gases.

Direção da maternidade nega problemas durante o parto normal
A direção do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro lamentou o falecimento e afirmou em comunicado que o parto normal ocorreu sem intercorrências ou indicativos de perigo para a mãe e para o bebê.
A instituição informou que não havia recomendação para a realização de cesariana e que Jéssica recebeu medicamentos após relatar desconforto. Os médicos liberaram a paciente 48 horas após o parto com base na avaliação pós-operatória de rotina. A unidade afirmou que ela apresentava bom estado clínico no momento da saída.
Jéssica retornou à maternidade diante da piora do quadro e foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde os médicos realizaram uma cirurgia de emergência. Ela não sobreviveu.
A Secretaria Municipal de Saúde comunicou que a administração do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro iniciou uma revisão completa de todos os procedimentos clínicos adotados no caso.
A paciente passou por intervenção cirúrgica logo após dar entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer. A equipe médica manteve os cuidados intensivos na UTI até o momento do falecimento.
Os laudos oficiais apontaram que o óbito decorreu de atonia uterina, condição clínica em que o órgão não se contrai adequadamente após o parto, associada a complicações por coagulação intravascular disseminada e choque infeccioso decorrente de sepse puerperal.







