PM atira e mata homem durante surto em imóvel no Ipiranga
Um homem de 25 anos morreu após ser atingido por disparos efetuados pela Polícia Militar na Rua Agostinho Gomes, no bairro do Ipiranga, na Zona Sul da capital paulista, na noite de 18 de setembro de 2026. A equipe da corporação compareceu ao endereço inicialmente para dar apoio ao SAMU no atendimento ao morador em crise.
Confronto mobilizou equipe de socorro e agentes da segurança
A Polícia Militar de São Paulo havia se deslocado até o endereço na Rua Agostinho Gomes para prestar apoio a uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência que tentava imobilizar o rapaz em meio a um quadro de agressividade relatado pela própria família.
Parentes informaram aos agentes que o rapaz apresentava agitação extrema ligada à ingestão de medicamentos combinados com substâncias ilícitas e álcool. O jovem pegou uma lâmina durante a crise no imóvel. Diante do perigo relatado pelos familiares, os socorristas solicitaram apoio armado.
Sequência de tentativas para conter avanço com faca
O homem saiu do apartamento empunhando a arma branca e golpeou a cabeça de um dos policiais militares presentes na intervenção. Em reação imediata, um segundo policial acionou um dispositivo de incapacitação neuromuscular Taser para tentar paralisar o agressor.
O morador não resistiu.
Recursos empregados pelos agentes durante o confronto
- Equipamento de choque elétrico Taser acionado sem surtir o efeito paralisante esperado.
- Escudo balístico utilizado por um terceiro militar na linha de frente do corredor.
- Arma de fogo empregada com dois tiros contra o agressor no apartamento da Rua Agostinho Gomes.
A descarga da arma de incapacitação elétrica falhou em conter o avanço e o homem ainda desferiu um soco contra o militar atingido. Diante da investida contínua, um terceiro policial posicionado com escudo de proteção disparou duas vezes contra o rapaz.
Investigações sobre a dinâmica das ações na Zona Sul
Socorristas conduziram o homem ferido até o Pronto-Socorro do Ipiranga, onde os médicos confirmaram o óbito pouco depois da entrada. Os dois policiais militares lesionados na ocorrência também deram entrada em unidade de saúde para tratar as escoriações. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que câmeras operacionais corporais fixadas nos uniformes gravaram todo o atendimento.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa assumiu a apuração das circunstâncias do caso, enquanto a corporação instaurou paralelamente um Inquérito Policial Militar.




