São Paulo

Polícia Militar prende foragido após queda de helicóptero em SP

Queda de helicóptero no interior de SP - Reprodução/Polícia Militar SP
Queda de helicóptero no interior de SP - Reprodução/Polícia Militar SP

A Polícia Militar confirmou a prisão de um foragido da Justiça que estava a bordo de um helicóptero acidentado na noite de 19 de setembro de 2026, em uma região de mata fechada no município de Iaras, no interior paulista. O homem viajava na aeronave que caiu na vegetação densa.

Durante a checagem no local, os agentes constataram que o passageiro acumulava antecedentes criminais pelas práticas de assalto a mão armada e tráfico de entorpecentes, tendo inclusive fornecido uma identificação falsa aos policiais na tentativa deliberada de evitar sua prisão imediata. O condutor da aeronave também apresentava passagem anterior pelo crime de comércio ilegal de drogas. O passageiro permaneceu sob custódia.

O chamado de socorro partiu de um dos próprios tripulantes após a colisão, mobilizando os grupos de resgate da corporação. Os três ocupantes foram localizados com vida na manhã de 20 de setembro de 2026 em um trecho de topografia complexa.

A constatação de divergências nos dados fornecidos ocorreu após a verificação dos nomes no sistema Muralha Paulista, o que levou a corporação a direcionar os procedimentos sob enfoque criminal.

Os relatórios da abordagem seguiram para a Polícia Civil. A equipe iniciou as investigações.

Aparelho acumulava irregularidades documentais junto aos órgãos reguladores

O Certificado de Aeronavegabilidade do veículo constava como expirado desde maio de 2019 nos registros da ANAC, condição técnica que impedia qualquer liberação para decolagem ou transporte aéreo no território nacional.

O aparelho operava sem a homologação referente ao RBAC número 135, regulamento que disciplina as empresas e voos de táxi aéreo. A aeronave tampouco dispunha do aval determinado pelo RBAC número 121, referente aos serviços regulares de passageiros e carga.

As diretrizes do Código Brasileiro de Aeronáutica determinam a obrigatoriedade do certificado ativo para que qualquer voo seja realizado. Em decorrência do prazo prolongado de vencimento da inspeção, a situação cadastral do helicóptero figurava como inativa no Registro Aeronáutico Brasileiro. As restrições impediam a operação legal.

O boletim policial formalizou as imputações por atentado contra a segurança de transporte aéreo, lesão corporal decorrente do impacto e cumprimento de mandado de prisão de procurado pela Justiça.

To Top