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Sonda da Nasa registra cratera McGetchin de 222 metros na Lua

Crateras da Lua
Crateras da Lua - Naim uddin Id 6667907/shutterstock.com

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa identificou na borda leste da Lua uma abertura recente com 222 metros de largura e 43 metros de profundidade. O choque da rocha espacial ocorreu no intervalo entre 11 de abril de 2024 e 22 de maio de 2024. Pesquisadores constataram que a cavidade representa a formação mais ampla gerada recentemente em todo o sistema solar. Modelos matemáticos desenvolvidos por cientistas indicam que colisões desse porte atingem o terreno do satélite a cada 132 anos.

A equipe científica batizou a nova estrutura geológica de McGetchin em reconhecimento aos trabalhos conduzidos por Thomas McGetchin durante o programa Apollo. O registro anterior de maior depressão recente catalogada no corpo celeste alcançava cerca de 70 metros de diâmetro.

A ausência de camada atmosférica protetora deixa o solo lunar permanentemente vulnerável a fragmentos rochosos em alta velocidade. O equipamento da Nasa opera na órbita da Lua há 17 anos ininterruptos em missões de monitoramento do relevo. Os sensores do orbitador detectaram a marca devido ao ponto de reflexão luminosa cercado por detritos escuros de poeira.

O cientista Mark Robinson, integrante da empresa Intuitive Machines, afirmou que as fotografias captadas revelam detalhes fundamentais do terreno. A colisão desestabilizou o solo vizinho.

Dimensões da nova cavidade superam marcas anteriores no satélite

As fotografias de alta resolução demonstraram o deslocamento de sedimentos em uma área estratégica para o envio de novas expedições espaciais tripuladas. O pesquisador Thomas McGetchin forneceu bases teóricas essenciais para o entendimento das bacias lunares décadas antes da identificação desta cratera. As medições confirmam que o evento superou com ampla margem todos os registros de choques cósmicos catalogados pelo orbitador desde o início de sua operação espacial.

Cientistas vinculados à revista Science Advances publicaram dados que atestam a singularidade do choque para a astronomia contemporânea. A nova depressão quase triplicou a marca de 70 metros de diâmetro que ocupava o topo dos registros modernos.

Sete instrumentos científicos realizam medições a uma altitude média de 97 quilômetros da superfície para calcular variações térmicas e incidência de radiação no relevo lunar. Os sensores já permitiram catalogar mais de 1.000 perfurações recentes resultantes de projéteis espaciais na crosta. As câmeras também registram deslizamentos de cascalho e pedaços de equipamentos descartados que colidem com a superfície. Pequenos meteoroides de 109 centímetros de espessura produzem aproximadamente 140 depressões anuais no terreno do satélite.

Instrumentos orbitais registraram anomalias térmicas ao redor da bacia

A comparação periódica entre mapas fotográficos antigos e novas projeções captadas pelos sensores permite localizar anomalias morfológicas na crosta. Esse processo contínuo de checagem cartográfica garante exatidão na identificação de modificações bruscas no solo lunar.

O processador de imagens Robert Wagner, membro da equipe da Intuitive Machines, encontrou a estrutura McGetchin em 24 de outubro após alinhar fotografias tomadas em datas distintas. Wagner interrompeu suas rotinas habituais para examinar a mancha luminosa que despontava entre as sombras dos morros vizinhos. A averiguação manual tornou-se obrigatória porque sistemas computacionais costumam emitir alertas falsos causados por alterações naturais da luz solar incidente sobre as rochas.

Wagner destacou que a distribuição dos detritos espalhados ao redor da abertura representou a assinatura geológica mais visível de toda a sua trajetória profissional de análise de imagens. A Câmera de Ângulo Estreito acoplada ao orbitador enviou ampliações detalhadas que permitiram delimitar a topografia das encostas e o perímetro da nova fenda.

  • Diâmetro total da abertura: 222 metros de extensão na borda leste lunar.
  • Profundidade registrada no terreno: 43 metros em relação à superfície.
  • Faixa de resfriamento térmico: 6,4 quilômetros com queda de 16 graus Fahrenheit à noite.
  • Intervalo estimado para colisões deste
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