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Teerã afirma que governo dos EUA barrou vistos para cúpula da ONU

Esmail Baghaei Hamaneh - Reprodução Youtube
Esmail Baghaei Hamaneh - Reprodução Youtube

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio do porta-voz Esmail Baghaei, repudiou em 21 de setembro de 2026 a decisão do governo dos Estados Unidos de vetar os vistos da equipe de imprensa escalada para a cobertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. A medida atinge os profissionais designados para viajar até Nova York junto aos representantes diplomáticos iranianos.

Em postagem na rede social X, Esmail Baghaei sustentou que a retenção dos documentos representa uma iniciativa coordenada de Washington para interditar a transparência pública.

Irã – EFKS/ shutterstock.com

Foto: Irã – EFKS/ shutterstock.com

O representante iraniano declarou: “Quando um governo impede até mesmo o acesso da imprensa de seu próprio país às informações e, ao mesmo tempo, fecha o caminho para jornalistas estrangeiros, incluindo a equipe de imprensa do presidente do Irã — cuja voz não quer que seja ouvida —, isso não é gestão de acesso. É uma tentativa de esconder a verdade e dar continuidade a uma campanha de desinformação por meio da violação do direito de acesso à informação”.

O porta-voz comparou o bloqueio ao período da Guerra Fria ao declarar que os Estados Unidos, que celebraram no passado a derrubada da chamada Cortina de Ferro, agora constroem uma barreira equivalente em seu próprio território.

A expressão Cortina de Ferro consagrou historicamente a separação ideológica e militar estabelecida entre as nações da Europa Ocidental e a União Soviética. A denominação ganhou força em 1946 durante um pronunciamento conduzido pelo ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

A cúpula diplomática em Nova York acumula atritos prévios entre os dois governos, já que os integrantes da missão oficial de Teerã só receberam as credenciais de entrada emitidas pelas autoridades norte-americanas em 17 de setembro de 2026.

Washington impôs medidas bastante restritivas. A administração norte-americana limitou o deslocamento físico dos representantes de Teerã e vetou a aquisição de artigos de luxo ou de mercadorias adicionais durante a estadia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos fixou um contingente reduzido para os diplomatas e confirmou que as limitações de trânsito em solo americano alcançam inclusive o presidente Masoud Pezeshkian.

O confronto bélico entre as duas nações se estende por sete meses ininterruptos. A crise militar começou quando tropas dos Estados Unidos atacaram alvos no Irã em uma operação militar coordenada com as forças de Israel.

O agravamento dos confrontos desestabilizou o Oriente Médio por meio de sucessivos bombardeios contra diversas cidades, manobras de retaliação mútua e perdas severas na cúpula governamental em Teerã, cenário que provocou inclusive a morte confirmada do Líder Supremo da República Islâmica.

Peritos vinculados ao Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos declararam em 17 de setembro de 2026 a identificação de indícios de ações ilegais cometidas pelos Estados Unidos no Irã. O grupo apontou motivos razoáveis para sustentar a ocorrência de crimes de guerra durante duas ofensivas aéreas.

O documento oficial detalha que um dos ataques aéreos norte-americanos destruiu uma instituição de ensino na cidade de Minab, situada na porção sul do Irã.

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