Richarlison contesta perda de mansão de R$ 10 milhões em Angra
O atacante Richarlison de Andrade, jogador do Tottenham e da Seleção Brasileira, voltou a se manifestar publicamente sobre a perda de uma propriedade de luxo avaliada em R$ 10 milhões em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. A publicação foi feita na noite de quinta-feira (24) no perfil do atleta no Instagram, com a imagem do imóvel e a legenda “A ilha que me tomaram”.
O litígio envolve a posse do terreno e das benfeitorias, assegurada em caráter definitivo pela Justiça ao advogado Willer Tomaz de Aquino. Em declarações anteriores sobre o caso, Richarlison afirmou ter desembolsado o valor integral da avaliação e declarou: “Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”.
Origem do negócio na Ilha Comprida e o conflito possessório
O imóvel fica situado na Ilha Comprida e passou a ser alvo de disputa após uma transação formalizada no ano de 2020 pela empresa Sport 70, vinculada ao atacante e ao empresário Renato Velasco. A compra foi registrada em cartório pela sociedade do atleta, mas outro grupo apresentou contestação na esfera cível sustentando deter a posse física prévia do local antes da celebração do contrato de compra e venda.
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O caso passou a tramitar no Poder Judiciário a partir do confronto entre o direito formal de propriedade, documentado no registro de imóveis, e o direito de posse, fundado no exercício da ocupação contínua. Durante o curso processual, a defesa ligada a Willer Tomaz de Aquino obteve decisões favoráveis que reconheceram a prevalência dos atos possessórios anteriores em relação à transferência cartorária efetuada pela empresa do jogador.
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Decisão do Superior Tribunal de Justiça encerrou a disputa
A tramitação recursal sobre a titularidade possessória alcançou o Superior Tribunal de Justiça, onde o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva atuou como relator. No julgamento realizado em 2025, o tribunal negou o recurso interposto pela defesa de Richarlison com base em impedimentos regimentais e processuais consolidados.
Ao fundamentar a rejeição da medida jurídica, o relator afirmou: “Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita”. O posicionamento tornou definitiva a manutenção da posse em favor do advogado.
Depoimento de senador nos autos do processo
O senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL-RJ) não figurou como parte ré ou autora na ação reivindicatória, mas teve o depoimento arrolado na condição de testemunha formal durante a fase de instrução. A inclusão ocorreu a pedido da defesa do atleta após a constatação de movimentações na propriedade antes do fechamento do negócio.
Pelos registros anexados ao processo, o parlamentar compareceu às instalações da mansão antes do término das tratativas de aquisição e retornou à Ilha Comprida acompanhado de Willer Tomaz de Aquino. A advogada Ana Paula Zantut, especialista em direito imobiliário, abordou o caso publicamente para esclarecer que a legislação brasileira distingue os efeitos da posse direta sobre a terra da propriedade meramente escriturada.
Dados sobre a propriedade e a tramitação do caso
- Localização do bem: Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
- Ano da transação da empresa Sport 70: 2020.
- Avaliação e gastos informados por Richarlison: R$ 10 milhões.
- Data do julgamento do recurso no Superior Tribunal de Justiça: ano de 2025.
- Data da postagem de Richarlison no Instagram: 24 de setembro de 2026.
Até o momento, não há confirmação se a defesa de Richarlison ingressou com uma nova ação judicial autônoma para reaver os valores desembolsados na negociação ou se aguarda procedimentos de liquidação por perdas e danos.

