A vice-prefeita afastada de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, morreu na manhã deste sábado (26), aos 40 anos, vítima de um acidente no interior de São Paulo. A política, que também exerceu o cargo de secretária municipal de Saúde, estava afastada de suas funções públicas pela Justiça após ser denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por desvio de verbas destinadas a serviços espirituais.
- Morte da vice-prefeita Juliana Maria Teixeira da Costa confirmada pela Prefeitura de Ribeira em 26 de setembro de 2026.
- Política de 40 anos respondia a processo judicial e estava afastada do cargo público desde agosto.
- Acusação do Ministério Público apontava desvio de recursos da saúde para pagamento de rituais religiosos.
“De uma forma trágica e precoce, nos despedimos de nossa Vice-prefeita Juliana Maria Teixeira, que deixa dois filhos”, informou a Prefeitura de Ribeira em publicação oficial de pesar divulgada nas redes sociais.
Prefeitura de Ribeira lamenta perda da política
Em nota oficial, a administração do município lamentou a morte da ex-secretária e destacou a atuação dela na cidade. “Sua partida precoce deixa um vazio imenso e nossa cidade órfã de sua presença, de seu sorriso, de sua amizade e da dedicação com que trabalhou por Ribeira. Ficam os projetos, as conquistas, as histórias compartilhadas e, principalmente, a lembrança de uma mulher que fez diferença na vida de tantas pessoas”, comunicou a administração municipal.
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As circunstâncias exatas da ocorrência, o local específico da colisão e a existência de outros veículos envolvidos não foram detalhados pelo município ou pelos órgãos policiais.
Denúncia do MPSP por desvio na Saúde de Ribeira
O Ministério Público de São Paulo apurou que um grupo criminoso atuou entre 2021 e 2024 fraudando licitações da saúde em Ribeira mediante a emissão de notas fiscais falsas. Conforme a representação da promotoria, Juliana Maria Teixeira da Costa utilizou R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para custear uma contratação de “amarração amorosa”. O valor total pactuado para a realização dos rituais com a mãe de santo, conhecida como Mentora Samantha, chegava a R$ 380 mil, quantia que não chegou a ser quitada integralmente.
A apuração do Ministério Público detalhou que a contratação espiritual tinha a finalidade de provocar o término do casamento do coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva, com a respectiva esposa para manter uma relação extraconjugal com a vice-prefeita. O repasse das verbas para a líder religiosa teria ocorrido por meio de fraudes em contrato de pregão com a empresa W. F. Da Silva Treinamentos Ltda., pertencente ao empresário William Felipe Da Silva, que também virou réu no processo.
Afastamento judicial determinado pelo Tribunal de Justiça
Em agosto, o Poder Judiciário determinou o afastamento cautelar de Juliana e do servidor Lauro Olegário da Silva de suas respectivas funções no Executivo municipal de Ribeira. A decisão judicial fixou a imediata suspensão da remuneração de ambos, além de proibir o acesso deles a qualquer prédio ou instalação da prefeitura. As medidas restritivas foram mantidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo durante a tramitação da ação de improbidade administrativa movida pela promotoria paulista.
Informações a respeito do velório e do sepultamento da vice-prefeita não foram divulgadas pelos familiares ou pelas autoridades locais.

