Donald Trump questionou o presidente da China, Xi Jinping, sobre o interesse do governo chinês em adquirir armamentos produzidos nos Estados Unidos, segundo afirmou o embaixador norte-americano em Pequim, David Perdue. A declaração provocou uma manifestação imediata do Departamento de Estado norte-americano, que informou que transações militares com o país asiático são proibidas pela legislação federal e que não existe proposta em andamento.
O embaixador norte-americano relatou o episódio durante entrevista concedida à jornalista Shannon Bream no domingo (27), ao abordar a postura de Washington em relação à segurança regional asiática. Perdue afirmou: “O presidente Trump continua dizendo: ‘Ei, nós vendemos armas para outras pessoas ao redor do mundo’. Ele realmente perguntou ao presidente Xi, em determinado momento, se ele gostaria de comprar algumas”, em tradução livre.
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Departamento de Estado reforça veto legal à venda de armas para Pequim
Logo após a transmissão das declarações de David Perdue, o Departamento de Estado dos Estados Unidos interveio para reiterar as restrições jurídicas vigentes na relação bilateral. Uma autoridade do órgão declarou, em tradução livre, que a lei norte-americana proíbe vendas de armamentos para a China e que inexiste qualquer oferta ou plano governamental para fornecer itens militares ao governo de Pequim.
As exportações de artigos de defesa dos Estados Unidos para o território chinês estão sob embargo formal desde 1989, medida instituída após a repressão aos protestos na Praça da Paz Celestial. A legislação impede transferências diretas de tecnologia militar e sistemas de combate, mantendo as restrições ativas ao longo das últimas décadas independentemente das mudanças na administração em Washington.
Como a legislação dos Estados Unidos regula o comércio de defesa na região?
A menção sobre armamentos ocorreu em meio às discussões sobre as tensões diplomáticas e militares que envolvem a ilha de Taiwan. Por determinação do Taiwan Relations Act de 1979, o governo dos Estados Unidos tem a obrigação jurídica de fornecer materiais e serviços necessários para que as forças taiwanesas mantenham capacidade de autodefesa, mecanismo que gera protestos diplomáticos permanentes por parte de Pequim.
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Em maio de 2026, depois de se reunir com Xi Jinping em Pequim, Donald Trump decidiu reter um pacote de suprimentos bélicos avaliado em aproximadamente US$ 14 bilhões que havia sido planejado para as forças armadas de Taiwan. Na ocasião, o líder norte-americano classificou o envio retido como um recurso de barganha nas conversas bilaterais com a liderança chinesa, embora um pacote anterior de armamentos no valor de US$ 11 bilhões tivesse sido anunciado e aprovado por Washington em dezembro de 2025. Perdue afirmou ainda que a atual gestão autorizou um volume 50% superior de equipamentos para Taiwan na comparação com qualquer mandato presidencial anterior desde 1979.
Posicionamento de Pequim e o histórico das visitas de Xi Jinping
O Ministério das Relações Exteriores da China não fez comentários pontuais a respeito da oferta de armamentos relatada pelo diplomata norte-americano. O porta-voz Guo Jiakun declarou: “A China construiu suas forças armadas com base em suas próprias necessidades e se dedica a salvaguardar a paz e a estabilidade mundiais”, em tradução livre.
A declaração ocorreu após o encerramento da visita de Estado de três dias de Xi Jinping a Washington, concluída na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, com uma reunião na Sala Vermelha da Casa Branca. Esta foi a primeira viagem oficial do líder chinês em visita de Estado à capital norte-americana em um intervalo de 11 anos, desde sua vinda no governo de Barack Obama.
Em publicação na rede social Truth Social, Donald Trump avaliou o encontro com o mandatário chinês: “O presidente Xi e a senhora Peng acabaram de deixar Washington, rumo à China. A reunião foi de amizade, força e sucesso, tanto para a China quanto para os Estados Unidos. Muito foi, e será, realizado. Estou ansioso pelo nosso próximo encontro!”, em tradução livre.
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Marcos do comércio militar e diplomático entre Washington e Pequim
- 1979 — Promulgação do Taiwan Relations Act, que vinculou a política externa dos Estados Unidos à obrigação de fornecer materiais de defesa para Taiwan.
- 1989 — Aplicação do embargo federal norte-americano que proíbe legalmente qualquer venda ou envio de itens de defesa para a China.
- Dezembro de 2025 — Aprovação formal de um pacote de fornecimento de equipamentos militares para as defesas de Taiwan orçado em US$ 11 bilhões.
- Maio de 2026 — Retenção governamental do envio de armas de US$ 14 bilhões a Taiwan para utilização como moeda de negociação com Pequim.
- 25 de setembro de 2026 — Conclusão da viagem oficial de três dias de Xi Jinping aos Estados Unidos com encerramento na Casa Branca.
Dados confirmados da apuração sobre as negociações bilaterais
- Autor do relato: David Perdue, embaixador dos Estados Unidos na China.
- Data da declaração: domingo, 27 de setembro de 2026.
- Volume financeiro de armas com envio suspenso para Taiwan: US$ 14 bilhões.
- Montante do pacote bélico autorizado no fim de 2025: US$ 11 bilhões.
- Intervalo entre as visitas de Estado de Xi Jinping aos Estados Unidos: 11 anos.
Detalhes da sondagem e próximos encontros agendados para 2026
David Perdue não informou se a sondagem sobre armamentos feita por Donald Trump aconteceu formalmente durante as conversas oficiais em Washington ou na visita anterior a Pequim em maio de 2026. Também não há confirmação diplomática sobre como Xi Jinping reagiu à fala ou se a abordagem ocorreu em tom descontraído ou durante negociações estruturadas.
Os dois chefes de Estado têm dois encontros bilaterais presenciais previstos antes do término de 2026. O primeiro compromisso está programado para o domingo, 1 de novembro de 2026, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na China, e o segundo encontro ocorrerá na terça-feira, 1 de dezembro de 2026, durante a cúpula de líderes do G20 sediada em Miami.
