Projeto Jiboia do Ribeira une forças com ONG para proteger espécie em SP

jiboia-do-Ribeira - Reprodução / Projeto Jiboia do Ribeirajiboia-do-Ribeira - Reprodução / Projeto Jiboia do Ribeira

jiboia-do-Ribeira - Reprodução / Projeto Jiboia do Ribeira

O Projeto Jiboia do Ribeira contabilizou 20 novos registros da espécie Corallus cropanii, considerada a jiboia mais rara do mundo, ao completar uma década de atuação no Vale do Ribeira, em São Paulo. O resultado histórico decorre de ações de ciência cidadã com comunidades rurais e supera com folga os seis indivíduos encontrados, todos mortos, entre 1953 e 2016.

Para estruturar as próximas ações, a iniciativa ingressou formalmente na ONG Instituto Conservação Brasil, obtendo suporte jurídico e apoio na captação financeira para estender as atividades aos 22 municípios da região paulista. A espécie não peçonhenta possui hábitos arborícolas e vive restrita à Mata Atlântica, onde a população rural frequentemente a confunde com a jararacuçu. A diferenciação prática ocorre pela presença de fossetas labiais na boca e pelo temperamento dócil da jiboia.

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Registros da jiboia-do-Ribeira no território paulista

Entre os espécimes vivos catalogados pela equipe dos biólogos Bruno Rocha e Daniela Gennari estão animais adultos de até 1,75 metro, como as fêmeas Dona Crô e Juquiá, além do primeiro indivíduo jovem de 80 centímetros já documentado. A serpente Juquiá cumpre quarentena no Instituto Rio Itariri, em Pedro de Toledo, enquanto parâmetros reprodutivos detalhados e a data exata da devolução do animal à natureza permanecem sob investigação científica.

  • Miracatu: localidade onde o pesquisador Alphonse Richard Hoge descreveu formalmente a espécie em 1953.
  • Sete Barras: comunidade rural onde pesquisadores registraram os primeiros espécimes vivos monitorados.
  • Pedro de Toledo: base de quarentena e adaptação para indivíduos resgatados no Vale do Ribeira.

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