Sonda LINK se desintegra após falha em resgatar telescópio Swift da NASA

telescópio espacial Neil Gehrels Swift - Divulgação/Nasatelescópio espacial Neil Gehrels Swift - Divulgação/Nasa

telescópio espacial Neil Gehrels Swift - Divulgação/Nasa

A espaçonave robótica comercial LINK se desintegrou na atmosfera terrestre na sexta-feira (25), após falhar na missão de capturar e elevar a órbita do telescópio Neil Gehrels Swift, da NASA. O veículo espacial não conseguiu realizar a manobra de socorro após registrar falhas críticas em seus sistemas de propulsão e orientação durante a fase de aproximação.

Sem o impulso planejado para prolongar a vida operacional do observatório, o satélite científico continuará em trajetória descendente, com reentrada descontrolada prevista para ocorrer entre o início de novembro e o fim de 2026.

Problemas técnicos comprometeram as operações logo nas primeiras etapas da trajetória do LINK em órbita baixa. Duas das três rodas de reação do veículo apresentaram panes eletrônicas e pararam de operar, o que prejudicou seriamente a capacidade de manobra e chegou a deixar a estrutura em rotação descontrolada. Embora os engenheiros tenham restabelecido a comunicação e o controle de atitude, as correções emergenciais provocaram um consumo excessivo de propelente, inviabilizando a aproximação final e a captura física dos pontos de fixação do observatório.

Aproximação da sonda LINK a 12 quilômetros do telescópio Swift

Desenvolvida pela empresa norte-americana Katalyst Space Technologies, a sonda conseguiu alcançar uma distância entre 12 e 15 quilômetros do observatório espacial. Nessa aproximação, os sensores registraram imagens das condições externas do Swift antes do cancelamento das tentativas de acoplamento.

“O LINK foi construído para enfrentar um problema que não tinha solução fácil. Esta foi uma missão ambiciosa com um cronograma agressivo. Embora não tenhamos alcançado todos os objetivos estabelecidos, em menos de um ano passamos do conceito da missão ao lançamento e operação do primeiro robô espacial comercial. Esta é uma base sobre a qual podemos construir”, declarou Ghonhee Lee, diretor-executivo da Katalyst Space Technologies, em tradução livre.

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A agência espacial norte-americana encerrou formalmente o suporte às operações conjuntas em 3 de setembro de 2026. A empresa privada manteve o controle do veículo por mais três semanas para conduzir testes de subsistemas e acionamentos dos braços robóticos antes da queima atmosférica.

Marcos temporais do observatório Swift e da missão de socorro

  • Novembro de 2004 — Lançamento do telescópio Neil Gehrels Swift para monitorar explosões de raios gama e outros eventos de alta energia no espaço.
  • 1º de setembro de 2025 — Concessão oficial do contrato de US$ 30 milhões da NASA à Katalyst Space Technologies para viabilizar a missão robótica.
  • 3 de julho de 2026 — Lançamento da sonda LINK por meio de um foguete Pegasus XL a partir do Atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall.
  • 3 de setembro de 2026 — Conclusão do suporte operacional conjunto fornecido pelos centros de controle da NASA.
  • 25 de setembro de 2026 — Reentrada atmosférica e desintegração controlada da espaçonave LINK após 85 dias em órbita.

Atividade solar e desgaste da órbita do satélite Swift

O telescópio espacial Neil Gehrels Swift foi colocado em órbita em novembro de 2004 sem motores ou sistemas de propulsão próprios para elevar a altitude de forma autônoma. O desgaste de sua trajetória orbital acabou acelerado nos últimos anos devido ao pico de atividade do ciclo solar recente, cuja radiação aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera da Terra, ampliando o atrito gerado contra a estrutura do equipamento científico ao longo de cada volta.

Para retardar a descida e dar tempo de a sonda comercial ser lançada, a NASA suspendeu observações científicas e alterou o alinhamento do Swift no início de 2026, reduzindo a área de arrasto aerodinâmico.

“Desde o início, esta era uma missão de alto risco e alta recompensa. Sem intervenção, o Swift iria reentrar na atmosfera até o fim do ano. E, embora estejamos tristes por ver a missão do Swift chegar ao fim, sabíamos que esse esforço de elevação seria valioso para a agência em vários níveis, avançando a tecnologia norte-americana de manutenção de espaçonaves, desafiando-nos a cumprir cronogramas de missão sem precedentes e testando como operamos satélites para estender seu tempo em órbita baixa da Terra”, afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, em tradução livre.

Dados técnicos e parâmetros do contrato da missão LINK

  • Tempo total de permanência do veículo robótico no espaço: 85 dias em órbita baixa.
  • Distância mínima alcançada em relação ao satélite da NASA: 12 a 15 quilômetros.
  • Intervalo entre a contratação e o lançamento do robô: 9 meses de desenvolvimento.
  • Valor total concedido para a execução do projeto comercial: US$ 30 milhões.

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Previsão de queda do observatório Swift na Terra

A data e o horário exatos da reentrada do telescópio Neil Gehrels Swift na Terra continuam indefinidos. Como a densidade das camadas superiores da atmosfera varia conforme o comportamento das tempestades solares, as equipes técnicas monitoram a trajetória para estimar quando os fragmentos restantes queimarão no retorno ao planeta.