Bolsa Família encerra folha de setembro antes de aumento: veja o novo valor

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Bolsa Familia Foto: Bolsa Familia - Foto: Pamela Marciano / Shutterstock.com

O Bolsa Família tem a folha de pagamentos de setembro concluída pela Caixa Econômica Federal nesta quarta-feira (30), quando recebem os beneficiários com Número de Identificação Social de dígito final 0. O encerramento das liberações mensais antecede a entrada em vigor do reajuste de 15,04% concedido pelo governo federal sobre os valores e adicionais da transferência de renda.

A conclusão do cronograma desta quarta-feira (30) encerra as transferências do mês sem significar interrupção ou cancelamento do programa social gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, chefiado pelo ministro Wellington Dias. As famílias contempladas na folha de setembro contam com prazo de até 120 dias para movimentar e sacar os valores depositados em suas contas bancárias.

Bolsa Família encerra repasses regulares com 19,29 milhões de famílias

Calendario Bolsa Familia
Foto: Calendario Bolsa Familia

A folha regular de setembro contemplou 19,29 milhões de famílias em todo o território nacional, com valor médio de repasse registrado em R$ 678,18 por grupo doméstico. Os pagamentos deste mês tiveram início em 17 de setembro de 2026, data em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o índice de recomposição monetária do programa social.

O intervalo sem repasses a partir de quinta-feira (1) faz parte do funcionamento operacional da Caixa Econômica Federal, responsável pela execução bancária dos benefícios. Entre o término de uma folha e o início da seguinte, o sistema processa a inclusão de novos dados, eventuais atualizações cadastrais dos beneficiários e os cálculos de correção monetária definidos pela equipe econômica.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a revisão dos valores garante o cumprimento da legislação federal. “A lei do Bolsa Família nos concede uma autorização para fazer a reposição inflacionária para garantir o poder de compra dos beneficiários. É importante que haja o reajuste pela inflação”, disse o ministro ao detalhar a aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Reajuste de 15,04% do Bolsa Família começa a valer em 1 de outubro

O reajuste de 15,04% entra formalmente em vigor em 1 de outubro de 2026 e atualiza todas as modalidades de benefícios pagas no âmbito do programa. Com a aplicação do novo índice, o valor mínimo garantido para cada família passa de R$ 600 para R$ 691 mensais. A projeção oficial do governo federal indica que o benefício médio nacional subirá para R$ 777 a partir da próxima rodada de repasses.

As modalidades específicas de pagamento do Bolsa Família sofrerão as seguintes alterações nos valores a partir de outubro de 2026:

  • Benefício de Renda de Cidadania: passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante familiar;
  • Benefício Primeira Infância: passa de R$ 150 para R$ 173 para cada criança de até 6 anos de idade;
  • Benefício Variável Familiar: passa de R$ 50 para R$ 58 por gestante, nutriz e jovem de 7 a 18 anos incompletos;
  • Piso familiar mínimo: sobe de R$ 600 para R$ 691 por família;
  • Média nacional estimada: sobe de R$ 678,18 para R$ 777 por grupo doméstico atendido.

Os novos cálculos demandarão um impacto orçamentário calculado em R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos no restante do exercício fiscal de 2026. Para o ano de 2027, as estimativas divulgadas pelo Ministério da Fazenda, conduzido pelo ministro Dario Durigan, apontam uma despesa adicional de R$ 22 bilhões decorrente do reajuste concedido às famílias vulneráveis.

STF valida legalidade do aumento do Bolsa Família no período eleitoral

A legalidade da correção inflacionária do programa social foi confirmada em decisão individual proferida em 18 de setembro de 2026 pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A manifestação jurídica ocorreu em razão da proximidade do primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para o domingo, 4 de outubro de 2026.

Ao analisar a medida governamental, o magistrado rejeitou questionamentos relativos a possíveis impedimentos previstos na legislação eleitoral para concessão de benefícios em ano de votação. Na decisão, o ministro destacou que a atualização recompõe perdas inflacionárias amparadas pela Lei 14.601 de 2023, norma que restabeleceu o programa e determinou avaliações periódicas de valores em prazo não superior a 24 meses.

“A providência adotada corresponde, (…) à atualização periódica dos valores prevista no marco legal que disciplina atualmente a política pública e que já foi reconhecido por esta Corte como instrumento de concretização da ordem proferida nestes autos”, declarou Gilmar Mendes em seu despacho no tribunal.

O piso mínimo de R$ 600 permanecia inalterado desde agosto de 2022, época em que vigorava o programa Auxílio Brasil. Desde então, o benefício básico não havia passado por reposição monetária para cobrir o acúmulo da inflação sobre os itens de consumo essenciais das famílias de baixa renda cadastradas.

Como consultar e sacar o benefício do Bolsa Família

Os beneficiários que recebem a parcela de setembro nesta quarta-feira (30) ou que ainda possuem valores acumulados nas contas podem efetuar o saque e a movimentação financeira de forma escalonada. Para obter informações sobre a liberação dos recursos, valores disponíveis e possíveis pendências cadastrais, os cidadãos dispõem de canais digitais e presenciais da instituição financeira pagadora.

  • Aplicativo Caixa Tem: consulta de saldo, extrato e realização de transferências e pagamentos digitais;
  • Portal eletrônico da Caixa Econômica Federal: verificação da situação cadastral do benefício social;
  • Agências bancárias da Caixa e unidades de correspondentes autorizados: atendimento presencial para esclarecimento de bloqueios e dúvidas cadastrais;
  • Prazo de retirada: manutenção do dinheiro disponível em conta bancária por até 120 dias a partir do crédito inicial.

O próximo ciclo de pagamentos do Bolsa Família tem início programado para 19 de outubro de 2026, quando os novos valores reajustados começarão a ser creditados aos beneficiários com Número de Identificação Social de dígito final 1.

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