Bolsa Família encerra pagamentos de setembro nesta quarta-feira e prepara reajuste para outubro

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Variações de aposentadoria por invalidez pelo INSS Foto: rafapress / Shutterstock.com

O Bolsa Família encerra o calendário de pagamentos de setembro com a liberação da parcela para os beneficiários com Número de Identificação Social terminado em 0 nesta quarta-feira (30). A Caixa Econômica Federal conclui a distribuição regular dos recursos referentes a este ciclo em agências e canais digitais de todo o país.

A folha deste mês marca a despedida dos valores que vigoravam desde 2023, com o piso nacional fixado em R$ 600 por núcleo familiar. A partir do próximo cronograma, previsto para começar no dia 19 de outubro de 2026, o piso subirá para R$ 691 após a concessão de um reajuste de 15,04%.

Dados do encerramento da folha de setembro do Bolsa Família

  • Data da última liberação da folha: quarta-feira, 30 de setembro de 2026
  • Público atendido no encerramento: beneficiários com NIS de dígito final 0
  • Piso nacional vigente em setembro: R$ 600 por grupo familiar
  • Municípios com pagamentos antecipados em setembro: 179 cidades em situação de emergência ou calamidade
  • Famílias atendidas de forma unificada no mês: 419.414 beneficiários

Bolsa Família terá piso de R$ 691 e adicionais maiores a partir de outubro

O reajuste de 15,04% instituído pelo Decreto nº 13.120, assinado em 17 de setembro de 2026 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, altera a cesta de benefícios do programa social. A recomposição inflacionária calculada pelo governo federal utiliza a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor registrada entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a mudança, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome estima que o valor médio recebido pelos lares cadastrados atinja R$ 777 a partir da folha do mês que vem.

Além da elevação da renda básica de proteção, cada uma das parcelas complementares que integram o Bolsa Família passará por correção financeira proporcional. O Benefício de Renda de Cidadania, destinado a cada membro do núcleo familiar, passará dos atuais R$ 142 para R$ 164 por indivíduo. O Benefício Primeira Infância, voltado ao desenvolvimento de crianças com idade entre zero e sete anos incompletos, subirá de R$ 150 para R$ 173 mensais. Já o Benefício Variável Familiar, concedido para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos, passará de R$ 50 para R$ 58 por pessoa assistida.

Datas da publicação do reajuste e do início da nova tabela

  • 17 de setembro de 2026 — Publicação da edição extra do Diário Oficial da União com o Decreto nº 13.120
  • 18 de setembro de 2026 — Validação da correção monetária pelo Supremo Tribunal Federal
  • 30 de setembro de 2026 — Encerramento da rodada de pagamentos de setembro com o NIS final 0
  • 19 de outubro de 2026 — Início da liberação da folha reajustada para inscritos com NIS final 1
  • 30 de outubro de 2026 — Término dos depósitos da folha corrigida com o repasse ao NIS final 0

Critérios de renda e canais para consulta dos valores liberados

Têm direito aos depósitos do Bolsa Família as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal que possuam renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Para apurar essa média individual, os responsáveis devem somar os ganhos de todos os moradores da residência e dividir o montante pela quantidade total de integrantes do domicílio. Famílias que elevam os rendimentos acima desse teto permanecem amparadas pela Regra de Proteção, desde que a renda individual não ultrapasse R$ 706 por componente no caso de entradas ocorridas a partir de julho de 2025.

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A checagem dos extratos bancários, valores depositados e situação cadastral pode ser feita pelo beneficiário por meio dos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem, além do Portal Cidadão da Caixa Econômica Federal. Cidadãos que recebem pelo aplicativo Caixa Tem conseguem movimentar os fundos por meio de transações via Pix, quitação de boletos e saques em pontos autorizados. Orientações sobre cadastramento e critérios operacionais do programa são fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social por meio do telefone 121, enquanto informações bancárias e desbloqueios ocorrem pela central telefônica 111 da Caixa Econômica Federal.

Histórico do programa e impacto orçamentário da correção inflacionária

A recomposição aplicada aos benefícios atende às determinações da Lei nº 14.601 de 2023, legislação responsável por restabelecer a estrutura do Bolsa Família em moldes que preservam o poder de compra dos beneficiários. O texto legal prevê avaliações periódicas a cada intervalo máximo de 24 meses para neutralizar perdas de poder aquisitivo, vedando qualquer tipo de corte nominal nas parcelas pagas. Pelos cálculos apresentados pela pasta chefiada pelo ministro Wellington Dias em conjunto com a equipe econômica, o impacto fiscal da atualização será de R$ 5,8 bilhões no último trimestre de 2026 e alcançará R$ 22,7 bilhões anuais a partir de 2027.

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A execução do reajuste no período eleitoral recebeu respaldo do Supremo Tribunal Federal após análise jurídica do ministro Gilmar Mendes em 18 de setembro de 2026. O magistrado destacou que a atualização dos valores não configura concessão de nova vantagem indevida vedada pela legislação. O ministro afirmou que “trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”.

Com o encerramento do calendário de setembro, as famílias inscritas com NIS final 1 voltam a receber seus pagamentos regulares a partir do dia 19 de outubro de 2026, data em que entra em operação o novo piso nacional de R$ 691.

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