Lília Cabral chora no É de Casa com homenagem da filha Giulia
A atriz Lília Cabral chorou durante a transmissão ao vivo do programa É de Casa, nos estúdios no Rio de Janeiro, neste sábado (3), ao ser surpreendida por uma homenagem escrita e narrada pela filha, a atriz e roteirista Giulia Bertolli. O tributo reuniu imagens de personagens marcantes da veterana na teledramaturgia e fotografias do arquivo pessoal da família.
Logo na abertura da participação matinal, a produção exibiu um vídeo com áudio gravado por Giulia, que elegeu o papel de mãe como o trabalho mais expressivo da artista ao longo de quase três décadas de convivência.
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Declaração de Giulia Bertolli destaca maternidade de Lília Cabral
Em seu depoimento, Giulia ressaltou o acompanhamento próximo da carreira materna e declarou afeto pela dedicação da mãe nos palcos e fora deles.
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“É difícil escolher um papel favorito, mas eu tenho o meu, que eu tive a sorte de acompanhar bem de pertinho. Qual seria esse? O de ser a minha mãe. Um papel que desempenha há 29 anos com muita maestria. Minha mãe sempre foi apaixonada por contar histórias. A sua paixão é tão grande que ela vive delas. Eu te amo, mamãe. Na plateia da sua vida, eu sempre vou estar na primeira fileira”, declarou Giulia Bertolli.
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Lília Cabral expressou comoção com a narrativa apresentada e retribuiu as palavras de reconhecimento no estúdio.
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“O meu melhor papel é ser sua mãe. Tenho muito orgulho de você”, afirmou a atriz.
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Lília Cabral avalia texto da filha e lembra encontros com Manoel Carlos
Ao comentar a mensagem recebida no estúdio, Lília Cabral exaltou a capacidade de escrita de Giulia Bertolli e afirmou que a admiração pelo trabalho da jovem vai além da relação familiar cotidiana. A atriz destacou que a habilidade da filha com as palavras se manifesta desde a infância e definiu a criação de textos como uma vocação natural da roteirista, mencionando a emoção de acompanhar esse desenvolvimento profissional.
“Como roteirista, autora, eu sempre achei ela um ponto fora da curva. É ruim falar assim, por ser mãe, mas é especial ver o jeito que ela usa as palavras. Você percebe o jogo de palavras quando a pessoa escreve com a alma. Muito obrigada, eu realmente não esperava. Eu poderia esperar tudo, menos um texto seu apresentando uma biografia da sua mãe”, disse a atriz.
A convivência com a dramaturgia também fez parte dos primeiros anos de Giulia Bertolli, conforme relatou Lília Cabral durante a conversa conduzida pela apresentadora Maria Beltrão. A atriz relembrou que levava a filha a uma livraria no bairro do Leblon, onde a menina mantinha conversas frequentes com o autor Manoel Carlos e absorvia aspectos da criação de narrativas dramáticas para obras de televisão.
“Ela sempre foi muito fã do Maneco desde que era pequena. Eu a levava muito numa livraria no Leblon, e ele sempre estava lá. A gente se sentava, e ela conversava muito com ele. Ela registrava muito na cabeça”, relatou Lília Cabral.
Parceria artística em A Lista e histórico profissional
Além da convivência familiar, mãe e filha mantêm trabalhos conjuntos no meio teatral e audiovisual. As duas estrelaram a peça A Lista, de autoria do dramaturgo Gustavo Pinheiro, na qual contracenaram como vizinhas que estabelecem amizade e cumplicidade durante o período de isolamento. Na trama, Lília Cabral interpreta a professora aposentada Laurita, enquanto Giulia Bertolli vive a cantora lírica Amanda.
Durante a retrospectiva exibida no programa, foram citadas produções televisivas e projetos desenvolvidos em conjunto:
- 1988: exibição da novela Vale Tudo, marco relembrado na trajetória da atriz
- 1995: participação no elenco da novela História de Amor
- 2006: atuação na novela Páginas da Vida
- 2025: adaptação do espetáculo teatral A Lista para o formato de telefilme
- 3 de outubro de 2026: tributo ao vivo transmitido na edição do programa É de Casa
A conversa no estúdio terminou com a revisão dessas atuações clássicas e a celebração da trajetória profissional contínua entre as duas artistas.
