Tempestade solar atinge a Terra com efeitos de nível G1

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Tempestade solares geomagnética e planeta Terra Foto: Tempestade solares geomagnética e planeta Terra - Triff/ Shutterstock.com

O campo magnético da Terra começou a sofrer os efeitos de uma tempestade geomagnética de nível G1 na sexta-feira (2), segundo alertas emitidos pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Centro de Previsão de Clima Espacial (SWPC). O evento é reflexo direto do rompimento de um grande filamento de plasma no hemisfério oeste do Sol, ocorrido no início da semana, com previsão de nova oscilação no domingo (4).

Apesar do registro do fenômeno, a interação não causa danos à infraestrutura de telecomunicações do cotidiano. “A nossa análise mostra que a massa coronal está se movendo pelo espaço e atingirá a Terra através da sua borda lateral, gerando o que chamamos de ‘impacto de raspão'”, afirmou um meteorologista espacial da NOAA em avaliação técnica sobre o comportamento da nuvem de partículas.

Trajetória da ejeção coronal e o impacto lateral no planeta

A perturbação no ambiente espacial teve origem às 13h51 UTC da segunda-feira (28), quando o filamento solar se desestabilizou e lançou uma ejeção de massa coronal em direção ao meio interplanetário. Esse material viajou pelo espaço com velocidade estimada entre 450 km/s e 500 km/s ao longo de vários dias, cruzando a distância entre o Sol e o nosso planeta até alcançar as linhas de força magnética terrestres.

Saiba mais: Tempestade geomagnética de nível G1 atinge a Terra após erupção de filamento no Sol

Diferentemente de erupções frontais diretas, que costumam provocar tempestades severas, a matéria ejetada colidiu apenas tangencialmente com o escudo protetor da Terra. Esse impacto de raspão reduziu a transferência de energia para a magnetosfera, limitando a resposta geomagnética ao patamar mais baixo da escala técnica. Durante o pico da atividade registrado na sexta-feira, o índice planetário Kp estimado pelo centro meteorológico atingiu a marca máxima de 4,67, permanecendo abaixo dos limiares de distúrbios graves.

Após a passagem da primeira frente de partículas, os instrumentos de medição indicaram um período de calmaria com atividade geomagnética em níveis normais neste sábado (3). As projeções indicam que novas condições de intensidade G1 podem retornar entre 18h00 UTC e 21h00 UTC do domingo (4), decorrentes de uma corrente rápida de vento solar que atinge o planeta.

Veja também: Cientistas usam campo magnético para frear naves espaciais

Cronologia e dados técnicos monitorados pela NOAA

O monitoramento contínuo do clima espacial acompanha a sucessão de eventos decorrentes da dinâmica solar e fixa parâmetros para a operação de satélites e sistemas de transmissão:

  • Segunda-feira, 28 de setembro de 2026, 13h51 UTC: Rompimento do filamento solar no hemisfério oeste do Sol e liberação da nuvem de plasma.
  • Velocidade observada: Deslocamento da massa coronal estimado entre 450 km/s e 500 km/s pelo espaço.
  • Sexta-feira, 2 de outubro de 2026: Chegada do impacto lateral da matéria ejetada e registro de índice Kp em 4,67.
  • Sábado, 3 de outubro de 2026: Retorno aos níveis de calmaria magnética e índices abaixo do patamar de alerta.
  • Domingo, 4 de outubro de 2026, 18h00 UTC a 21h00 UTC: Janela prevista para novo pulso de atividade geomagnética G1.
  • Escala oficial: Classificação técnica que varia do nível G1, considerado menor, até o G5, classificado como extremo.

Efeitos limitados em redes elétricas e telecomunicações

A escala oficial mantida pela NOAA varia de G1 a G5, sendo a classe inicial incapaz de provocar danos biológicos a seres humanos ou falhas no funcionamento da internet banda larga fixa, transmissões de televisão terrestre e operadoras de telefonia móvel. A integridade dos cabos submarinos e da infraestrutura de torres celulares permanece inalterada diante desse nível de perturbação.

Os reflexos mensuráveis restringem-se a pequenas oscilações de voltagem em redes elétricas de distribuição e discretas flutuações em sinais de receptores de GPS ou comunicações de rádio de alta frequência (HF). Mesmo essas variações ocorrem de forma isolada, afetando exclusivamente áreas situadas em latitudes muito elevadas e próximas às regiões polares do planeta.

Origem física dos filamentos solares e dinâmica do vento

Os filamentos solares consistem em densas estruturas formadas por plasma aquecido e gases ionizados, suspensas sobre a fotosfera do Sol por intensas alças de campos magnéticos. Essas configurações podem permanecer estáveis por semanas, mas sofrem rupturas violentas quando as forças magnéticas entram em desequilíbrio e se recombinam, arremessando bilhões de toneladas de partículas no espaço sob a forma de ejeção de massa coronal.

Antes do início do evento provocado pelo rompimento do filamento, a magnetosfera terrestre atravessou um intervalo de condições calmas durante os dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2026. A estabilidade foi rompida apenas com a aproximação da borda do gás ionizado que se propagava pelo meio interplanetário.

O meteorologista da NOAA responsável pela análise do impacto lateral não teve sua identidade divulgada pelos relatórios operacionais do órgão espacial. As estações de rastreamento do SWPC mantêm o acompanhamento dos dados em tempo real até o término da janela de atividade prevista para o domingo (4).

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