O desenvolvimento do Xiaomi 18 Ultra foi suspenso pela fabricante em Pequim, na China, após avaliações internas indicarem que o encarecimento de componentes inviabilizaria o retorno comercial do aparelho topo de linha. O projeto estimava um valor inicial de 9.999 yuans na versão de 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento, montante equivalente a aproximadamente US$ 1.490 e a cerca de R$ 7.788 em conversão direta sem impostos.
As informações foram divulgadas na rede social Weibo pelo informante Digital Chat Station a partir de fontes ligadas à cadeia de fornecimento da marca chinesa. De acordo com o relato publicado, a companhia “sentiu que o preço era alto demais e as vendas não seriam sustentáveis”, em tradução livre do inglês, optando por retirar o modelo de sua programação diante da retração de demanda projetada para essa faixa de mercado.
Xiaomi 18 Ultra: custos de produção e pressão das memórias
A disparada no orçamento do dispositivo reflete a pressão nos custos industriais de semicondutores, puxada pela alta nos preços de memórias DRAM e de armazenamento flash NAND provocada pela demanda global de infraestrutura voltada para inteligência artificial. Os primeiros alertas sobre a inviabilidade do modelo haviam sido apontados pelo analista Kartikey Singh em 17 de agosto de 2026, quando as oscilações no fornecimento de componentes avançados começaram a pressionar o planejamento das fabricantes de telefonia móvel.
Na comparação direta de mercado, o antecessor Xiaomi 17 Ultra havia chegado às lojas chinesas pelo preço de 6.999 yuans na configuração com 12 GB e 512 GB, sendo comercializado no continente europeu por 1.499 euros. O salto para a base de 9.999 yuans no modelo seguinte gerou a avaliação de que edições mais completas, como as de 16 GB com 512 GB ou 1 TB, poderiam superar o teto de 17.000 yuans, tornando o telefone mais custoso que aparelhos concorrentes consolidados e afastando o público de compras diretas.
Câmeras de 200 MP e especificações do Xiaomi 18 Ultra
Antes da decisão de interromper o cronograma, a engenharia da empresa trabalhava com arquitetura técnica projetada para obter desempenho superior a 5 milhões de pontos em testes de benchmark. No acabamento frontal, o aparelho traria tela plana com bordas simétricas finas de cerca de 1 milímetro de espessura nas molduras laterais ao redor do display, em vez de alterações na espessura total do chassi.
Acompanhe: Foto revela Xiaomi 18 Pro com tela traseira e sensor de 200 MP
O conjunto de captura de imagens constituía a área mais dispendiosa do projeto cancelado, reunindo elementos avançados de captação ótica:
- Sensor principal de 200 MP com tamanho de 1/1,12 polegada e arquitetura LOFIC de alta faixa dinâmica
- Sensor ultra-angular traseiro de 200 MP com dimensão física de 1/1,56 polegada
- Teleobjetiva periscópica de 200 MP com sensor de 1/1,28 polegada LOFIC e zoom óptico contínuo
- Lente multiespectral auxiliar para fidelidade de cores e encaixe com suporte magnético para lentes externas
Reorganização da linha Xiaomi 18 e mercado global
Diante do cancelamento da variante mais avançada, a empresa reestruturou seu calendário comercial em torno das versões apresentadas em 25 de setembro de 2026 na China. Ao contrário de anos anteriores, nos quais os modelos Pro ficavam limitados ao território asiático, a fabricante determinou que tanto o Xiaomi 18 Pro quanto o Xiaomi 18 Pro Max terão distribuição internacional confirmada, enquanto o Xiaomi 18 básico continua com preparativos em andamento.
A Xiaomi não emitiu posicionamento público a respeito da desistência do modelo Ultra, e a publicação original no Weibo foi retirada do ar após a repercussão. Fontes do setor de suprimentos avaliam que uma retomada do segmento só poderá ser considerada caso os preços de suprimentos se estabilizem, abrindo espaço para um eventual Xiaomi 19 Ultra apenas a partir do início de 2028.
