Drones MQ-9 Reaper dos EUA chegam à Colômbia e ao Equador

Drone militar

Drone militar - VanderWolf Images / Shutterstock.com

O governo dos Estados Unidos começou a transferir drones militares de vigilância e ataque MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador. A medida faz parte de uma reorientação estratégica da Casa Branca voltada a ampliar o apoio armado a países aliados no combate ao narcotráfico e a cartéis criminosos que atuam na América do Sul.

As aeronaves não tripuladas estavam alocadas em bases militares na África e foram remanejadas para atender à jurisdição do Comando Sul dos Estados Unidos. Segundo Francisco Palmieri, diplomata aposentado e ex-encarregado de negócios norte-americano em Bogotá, a iniciativa reflete uma mudança clara de postura em Washington. “É um sinal significativo da administração de que estamos falando sério. Como símbolo político, é inconfundível. É um sinal de compromisso em expandir tanto o nível quanto o tipo de cooperação”, afirmou Palmieri, em tradução livre.

Operações com o MQ-9 Reaper no espaço aéreo do Equador

No território equatoriano, duas unidades do MQ-9 Reaper já foram integradas às atividades de patrulhamento da segurança nacional e realizam sobrevoos operacionais. A cessão dos equipamentos ocorreu dentro de um programa de cooperação bilateral firmado com Washington para enfrentar organizações criminosas e rotas marítimas e terrestres de envio de entorpecentes.

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O ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, confirmou a chegada e o início imediato das missões conjuntas no território nacional. “Dois foram entregues ao Equador para cooperação e já estão operando em nossos céus”, declarou o ministro da Defesa do Equador, em tradução livre, durante pronunciamento sobre o reforço aéreo nas fronteiras.

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Acordo para três drones MQ-9 Reaper na Colômbia

Na Colômbia, autoridades governamentais fecharam um pacto com os Estados Unidos para receber três unidades do MQ-9 Reaper sob regime de empréstimo. Além da cessão temporária das três aeronaves para operações integradas de inteligência militar e varredura de plantios ilícitos e acampamentos armados, o governo colombiano estuda a compra definitiva de um quarto equipamento militar.

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O entendimento preliminar entre as autoridades de Defesa de Bogotá e de Washington havia sido costurado em 18 de agosto de 2026, com o objetivo de reforçar a vigilância de áreas de selva de difícil acesso. A transição operacional marca a saída das forças norte-americanas de patrulhas quase que exclusivamente marítimas no Caribe para a realização de levantamentos táticos em solo firme e em cooperação direta com os efetivos de segurança colombianos.

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Custos e histórico operacional do drone de ataque MQ-9 Reaper

Desenvolvido para ataques de precisão e missões de reconhecimento de longa duração, o MQ-9 Reaper é classificado no jargão das Forças Armadas norte-americanas como uma plataforma de ataque e caça. A aeronave não tripulada foi utilizada no ataque aéreo que resultou na morte do comandante iraniano Qassim Suleimani, em Bagdá, no ano de 2020.

O deslocamento dessas plataformas estratégicas para a América do Sul ocorre em um período de escassez da frota global do Pentágono, causado pelo abate ou destruição de pelo menos 45 unidades do MQ-9 Reaper durante conflitos recentes no Irã. O número de aeronaves destruídas no Oriente Médio representou uma perda estimada em 25% de todo o inventário operacional mantido pelos Estados Unidos para esse modelo específico.

A reorganização dos ativos aéreos e a distribuição das plataformas pelo continente americano envolvem números e marcos confirmados entre os governos envolvidos:

  • US$ 32 milhões a US$ 50 milhões: custo unitário estimado de produção de cada aeronave militar MQ-9 Reaper;
  • 2 aeronaves: total de drones já integrados e com voos em andamento no espaço aéreo equatoriano;
  • 3 aeronaves: volume de drones negociados sob empréstimo inicial para missões conjuntas com a Colômbia;
  • 45 aeronaves: contingente mínimo de unidades da frota norte-americana que foram abatidas ou danificadas no Irã;
  • 18 de agosto de 2026: data em que o setor de Defesa colombiano pactuou os termos para empréstimo e compra de aeronaves;
  • 6 de outubro de 2026: confirmação da transferência dos equipamentos da África para a jurisdição do Comando Sul norte-americano.

Prioridades de segurança do governo Donald Trump no continente

A transferência dessas aeronaves atende às diretrizes de segurança externa assinadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinou a classificação de grandes cartéis latino-americanos como organizações terroristas estrangeiras. A estratégia prevê transferir contingentes e sensores aéreos de regiões que perderam prioridade diplomática em Washington para reforçar a proteção direta da fronteira sul e do entorno continental.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, definiu a salvaguarda do território continental norte-americano e do hemisfério ocidental como o principal objetivo na Estratégia Nacional de Defesa do país. Sob a liderança do general Francis Donovan, comandante militar dos Estados Unidos para o hemisfério ocidental, as tropas passaram a redirecionar equipamentos táticos antes concentrados em bases africanas de combate ao terrorismo para operações coordenadas com exércitos sul-americanos.

Número final de aeronaves transferidas segue indefinido

Apesar do envio inicial registrado em Quito e Bogotá, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não revelou publicamente o quantitativo total de drones MQ-9 Reaper que serão realocados de forma definitiva para o continente sul-americano. As autoridades militares de Washington também mantêm sob reserva o cronograma das próximas remessas e as bases específicas onde os equipamentos colombianos ficarão instalados durante o período de empréstimo.