Exportações brasileiras para os Estados Unidos somam US$ 3,52 bilhões com alta de carnes

Navio com contêiner, carga, exportação, importação - GreenOak/shutterstock.com

Navio com contêiner, carga, exportação, importação - GreenOak/shutterstock.com

As exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram US$ 3,52 bilhões em setembro de 2026, com avanço de 31,9% em relação aos US$ 2,67 bilhões registrados em setembro de 2025. O desempenho foi impulsionado pelo aumento nos preços internacionais de mercadorias e pela diversificação de embarques de proteína animal para o mercado norte-americano.

Os números foram apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em Brasília. Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do órgão federal, os valores médios negociados tiveram impacto direto no faturamento das vendas externas ao longo do mês.

“Esse crescimento de 12,9% foi motivado por um crescimento de volume exportado de 2,3%, mas sobretudo de preço, de 9,9%. É um fenômeno que temos observado nos últimos meses, essa aceleração dos preços dos bens exportados e importados”, afirmou Brandão ao detalhar o comportamento dos fluxos comerciais brasileiros.

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Números consolidados do comércio exterior com os Estados Unidos em setembro de 2026

A balança bilateral manteve a dinâmica de compras superior às vendas no recorte mensal, gerando saldo negativo para a economia brasileira.

  • Exportações para os EUA em setembro de 2026: US$ 3,52 bilhões, avanço de 31,9% ante setembro de 2025.
  • Importações dos EUA em setembro de 2026: US$ 4,43 bilhões, alta de 2,1% na comparação anual.
  • Saldo da balança bilateral em setembro de 2026: déficit de US$ 910 milhões para o Brasil.
  • Exportações acumuladas de janeiro a setembro de 2026: US$ 27,46 bilhões, retração de 6,5%.
  • Importações acumuladas de janeiro a setembro de 2026: US$ 31,79 bilhões, recuo de 7,1%.
  • Saldo acumulado de janeiro a setembro de 2026: déficit bilateral de US$ 4,33 bilhões.
  • Data e horário da divulgação oficial: terça-feira (6), às 15h, em Brasília.
Carne Bovina – BearFotos/shutterstock.com

Carne bovina registra salto de 524,3% nas vendas para os Estados Unidos

O envio de carne bovina brasileira ao mercado norte-americano registrou expansão de 524,3% em setembro de 2026 em comparação com igual período do ano anterior. O movimento ocorreu após frigoríficos e exportadores nacionais redirecionarem carregamentos que anteriormente tinham o mercado asiático como destino preferencial.

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A mudança de rota comercial decorreu do esgotamento da cota tarifária de importação da China, condição que elevou a tributação de entrada naquele país e provocou um recuo de 93,5% nas compras chinesas da proteína brasileira durante o período.

Apesar da forte ampliação das vendas para os compradores norte-americanos, a absorção da demanda não substituiu a totalidade dos negócios antes fechados com o mercado chinês.

“Esse volume, para os Estados Unidos, ajuda a mitigar essa queda, mas o tamanho do mercado não é suficiente para absorver todo esse volume que caiu mais de 90% para a China”, declarou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex.

Balança comercial brasileira atinge superávit global de US$ 7,74 bilhões

No cômputo geral de todas as trocas internacionais do Brasil com o exterior, a balança comercial fechou setembro de 2026 com saldo positivo de US$ 7,74 bilhões. A quantia representou um salto de 146,4% na comparação com o resultado obtido em setembro de 2025.

Apesar da expansão nas operações globais do mês, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços revisou para baixo a estimativa oficial de superávit para o fechamento de 2026. A projeção governamental passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.

O ajuste decorre da perda de fôlego nas cotações internacionais de matérias-primas brutas, com ênfase no recuo dos preços do barril de petróleo no mercado exterior ao longo dos últimos meses.

Fluxo bilateral acumulado até setembro de 2026 soma US$ 59,25 bilhões

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as trocas entre Brasil e Estados Unidos apresentaram retração em relação ao mesmo período do ano anterior. O total exportado pelo setor produtivo brasileiro recuou 6,5%, ficando em US$ 27,46 bilhões entre janeiro e setembro.

As aquisições de produtos norte-americanos por empresas brasileiras também diminuíram, com retração de 7,1% e soma de US$ 31,79 bilhões no mesmo período de nove meses. A diferença manteve o saldo desfavorável ao Brasil, gerando déficit acumulado de US$ 4,33 bilhões com os Estados Unidos em 2026.

A Secretaria de Comércio Exterior continua acompanhando a evolução dos contratos de fornecimento de carnes e a volatilidade de preços das commodities para mensurar o impacto das tarifas internacionais sobre a balança até o fim do trimestre.