Bug de motor na F1: FIA conclui apuração de falha e agenda atualização nos EUA

Fórmula 1 Foto: Fórmula 1 - X.com/ F1

A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) concluiu nesta quinta-feira (8) a investigação sobre o bug de software que provocou perda de potência e paralisou carros na largada do GP do Bahrein, disputado no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia. O problema técnico causou a interrupção da prova sob bandeira vermelha por 53 minutos antes da vitória de Max Verstappen, da Red Bull.

Para evitar novas falhas, a entidade anunciou medidas preventivas imediatas para o GP de Singapura e marcou o lançamento de uma nova versão definitiva do programa para o GP dos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. A federação também confirmou que reforçará os protocolos de testes eletrônicos em conjunto com as equipes e a fornecedora da unidade de controle eletrônico (ECU) padronizada.

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Corte de 250 kW provocou perda de energia irreversível no motor

Segundo o relatório técnico da entidade, a falha ocorreu quando os carros operaram em baixa rotação em setores da pista onde vigorava uma redução preventiva de potência de 250 kW, programada para piso molhado. O sistema impôs um corte energético superior ao previsto pelas diretrizes originais, impedindo que os pilotos recuperassem a aceleração enquanto permanecessem dentro desses trechos do circuito.

Em comunicado oficial, a federação detalhou a origem do defeito: “A investigação concluiu que alguns carros operando em baixa rotação do motor, em determinados setores do circuito onde era aplicada uma redução de potência de 250 kW, sofreram uma perda de potência além do previsto originalmente e que não poderia ser recuperada nesses setores.”

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, explicou que as escuderias não tiveram responsabilidade no problema. “Não foi culpa das equipes. Há configurações especiais no software para condições de chuva por segurança, para prevenir picos de potência. Houve um erro no software e isso fez com que alguns carros, quando estavam em uma velocidade muito baixa, não pudessem voltar a acelerar”, declarou o dirigente.

Pilotos relataram falta de tração na volta de apresentação em Sepang

A pane técnica se manifestou durante a volta de formação no circuito malaio, no domingo (4), às 4h40 pelo horário de Brasília. Lewis Hamilton, da Ferrari, foi o primeiro a alertar os boxes pelo rádio de que o carro não respondia ao pedal do acelerador. Logo em seguida, Esteban Ocon, da Haas, e Valtteri Bottas, da Cadillac, também ficaram parados na reta principal do autódromo sem tração.

A direção de prova acionou bandeira vermelha para recolher os carros e restabelecer a segurança. Com auxílio remoto dos engenheiros, os pilotos afetados conseguiram reiniciar os sistemas eletrônicos e retornaram ao pit lane. Para autorizar a nova largada, a FIA distribuiu uma correção emergencial de software removendo a limitação de 250 kW nos pontos afetados, o que exigiu reprogramação individual em todos os carros nos boxes.

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Cronograma e dados técnicos da paralisação de 53 minutos em Sepang

A etapa representou a 16ª corrida da temporada de 2026, realizada excepcionalmente na Malásia sob chuva intensa. Os procedimentos de pista registraram os seguintes parâmetros operacionais:

  • Horário previsto para a largada: 4h00 (horário de Brasília) de domingo (4);
  • Atraso inicial por chuva extrema: 40 minutos de espera no grid;
  • Suspensão com bandeira vermelha: 4h40, após parada dos carros na volta de apresentação;
  • Período total de paralisação pela falha técnica: 53 minutos até a autorização de saída;
  • Reinício oficial da prova: 5h33, somando 1h33 de atraso frente ao cronograma original;
  • Potência elétrica limitada pelo software: corte de 250 kW em trechos de baixa aderência;
  • Próxima etapa com nova versão do sistema: GP dos Estados Unidos, no dia 25 de outubro de 2026.

FIA defende testes prévios na Bélgica e nos Países Baixos

A entidade rebateu críticas de que a programação para pista molhada teria sido introduzida sem a devida checagem prática. Conforme a federação, fabricantes de unidades de potência e equipes realizaram simulações de bancada e executaram testes em escala real durante as primeiras sessões de treinos livres (TL1) dos GPs da Bélgica e dos Países Baixos.

Apesar das checagens prévias, a entidade admitiu que as oportunidades para testar sistemas em condições climáticas severas de pista molhada são limitadas ao longo do campeonato. Por essa razão, a organização estabeleceu novas rotinas conjuntas de validação: “A FIA, em conjunto com as equipes e os fabricantes de unidades de potência (PUs), continuará fortalecendo os recursos de teste e verificação dos softwares das unidades de potência, aprimorando o processo geral de validação por meio de avaliações independentes e feedback colaborativo, incluindo contribuições do fornecedor da unidade de controle eletrônico (ECU) padronizada.”

A direção técnica da F1 não divulgou a lista com todos os pilotos prejudicados pela falha, limitando o relatório aos casos confirmados nas transmissões oficiais. Caso ocorram pancadas de chuva no GP de Singapura, a categoria manterá a configuração de contingência aplicada em Sepang, aguardando a estreia do novo pacote definitivo de gerenciamento de motor nos Estados Unidos.

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