A Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, vai destinar R$ 40 milhões emergenciais para repor equipamentos destruídos pelo incêndio no Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco. O anúncio formalizado pela ministra Luciana Santos garante a compra de novos instrumentos científicos perdidos nas antigas instalações da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo.
A verba liberada pela agência pública complementa as medidas estruturais articuladas pelo Ministério da Educação para reerguer a infraestrutura acadêmica e assegurar a continuidade dos trabalhos científicos. Ao inspecionar as ruínas do imóvel, a ministra declarou: “Vamos enviar imediatamente 40 milhões de reais. O ministro da educação relatou ontem juntar esforços para outras necessidades. Concomitantemente, a equipe do Reitor Alfredo está reunida desde sempre, exatamente fazendo levantamentos de modo a gente, na maneira mais célere possível, garantir a retomada plena da pesquisa e desenvolvimento que existia aqui. É só um trâmite burocrático que não demora muito, porque o mais importante é o dinheiro, e o dinheiro existe. É mais uma questão do fluxo aqui,…”.
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Aporte financeiro da Finep e divisão de recursos federais na UFPE
Os recursos orçamentários da Financiadora de Estudos e Projetos chegam para compor uma força-tarefa financeira que atua em duas frentes distintas de recuperação patrimonial. Enquanto o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foca a reposição do maquinário de ponta consumido pelo fogo, o Ministério da Educação assumiu o financiamento da reconstrução física das dependências universitárias. O plano apresentado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, prevê a substituição do imóvel destruído de 3.000 metros quadrados por uma nova edificação com 7.000 metros quadrados de área construída, permitindo acomodar os grupos de pesquisa com instalações modernizadas e espaço ampliado no campus pernambucano.
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O reitor da instituição, Alfredo Macedo Gomes, participou das vistorias técnicas e detalhou que as perdas materiais e científicas demandam aportes contínuos para reorganizar as atividades laboratoriais. A estimativa preliminar elaborada em conjunto pela reitoria e pela administração federal calcula um montante expressivo para recompor integralmente a capacidade operacional dos grupos de trabalho que atuavam no imóvel atingido.
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- R$ 40 milhões da Finep direcionados pelo MCTI para a aquisição emergencial de novos aparelhos científicos
- R$ 28 milhões alocados pelo MEC para as obras civis do novo prédio de 7.000 metros quadrados
- R$ 100 milhões estimados pela UFPE e pelo MEC para cobrir as perdas totais de maquinário laboratorial
Como o incêndio na UFPE afeta os projetos científicos e bolsas?
O sinistro comprometeu diretamente cerca de 200 pesquisas científicas, teses de doutorado e dissertações de mestrado conduzidas no antigo prédio da Dine. As chamas consumiram laboratórios dedicados aos campos de genética, biologia, desenvolvimento de fármacos e computação. Entre as frentes de trabalho interrompidas de forma abrupta estavam estudos voltados ao tratamento e diagnóstico de câncer, terapias para autismo, além de investigações aprofundadas sobre infecções causadas por Covid-19 e pelo vírus Chikungunya.
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Para mitigar os impactos na trajetória acadêmica dos pesquisadores envolvidos nos projetos paralisados, o Ministério da Educação e a reitoria definiram medidas de acolhimento estudantil. O plano emergencial estabeleceu a extensão dos prazos regulamentares das bolsas de pesquisa vigentes, evitando prejuízos financeiros aos bolsistas. Além disso, a administração universitária autorizou o remanejamento de pós-graduandos por meio de vagas no Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior, viabilizando a continuidade das teses em instituições parceiras fora do país e a transferência temporária de atividades para outras universidades federais brasileiras.
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Perícia da Polícia Federal e ocorrências registradas no campus
A apuração técnica no local mobilizou peritos da Polícia Federal, que empregaram equipamentos especializados para examinar os escombros, incluindo o uso de um robô antibomba e imagens captadas por drone. O trabalho de campo precisou ser interrompido temporariamente na quinta-feira (8) para garantir a segurança dos agentes federais, dependendo da instalação de escoras nas paredes remanescentes para neutralizar o risco de desabamento da estrutura danificada.
O episódio ocorrido em 7 de outubro de 2026 representou a terceira ocorrência de fogo no Campus Recife no intervalo de apenas uma semana. Diante da sequência de sinistros e de notificações anteriores recebidas pela comunidade acadêmica, o Ministério da Educação acionou formalmente a Diretoria de Crimes Cibernéticos da corporação federal para apurar ameaças virtuais disseminadas contra universidades federais.
- 30 de setembro de 2026: registro da primeira ocorrência com foco de fogo nas dependências universitárias
- 7 de outubro de 2026, às 19h30: deflagração do incêndio que destruiu os laboratórios no prédio da Dine
- 8 de outubro de 2026: visita do ministro Leonardo Barchini e pausa pericial para escoramento de segurança
- 9 de outubro de 2026, às 10h30: vistoria da ministra Luciana Santos e anúncio oficial da verba da Finep
A causa do incêndio ainda não foi determinada pelos peritos criminais. A Polícia Federal conduz os laudos periciais para esclarecer se o evento decorreu de falha acidental ou de ação criminosa, mantendo em andamento o cruzamento de dados sobre possíveis ligações com as intimidações cibernéticas enviadas à comunidade acadêmica.
