A espaçonave de carga não tripulada Cygnus XL, da empresa Northrop Grumman, desatracou da Estação Espacial Internacional nesta sexta-feira (9), concluindo os trabalhos operacionais da missão comercial de reabastecimento CRS-24. O cargueiro espacial permaneceu cerca de seis meses acoplado ao complexo orbital depois de entregar 11.000 libras de carga, o equivalente a cerca de 4.990 quilos de suprimentos essenciais, alimentos e experimentos científicos desenvolvidos para pesquisas em microgravidade.
Batizada formalmente como S.S. Steven R. Nagel, em homenagem ao falecido astronauta norte-americano que realizou quatro viagens a bordo de ônibus espaciais, a cápsula iniciou o processo de separação mecânica a partir de comandos enviados pelos controladores de voo da Nasa e foi solta no espaço às 13h45 no horário de Brasília (12h45 no fuso horário do leste dos Estados Unidos).
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Manobra do braço Canadarm2 na Estação Espacial Internacional
A operação de desacoplamento mobilizou equipes no solo e tripulantes a bordo da órbita baixa da Terra. O veículo espacial estava fixado à porta voltada para o planeta Terra do módulo Unity. A equipe de engenheiros enviou as instruções para que o braço mecânico Canadarm2 desprendesse a estrutura da nave e a posicionasse na distância segura programada para a soltura definitiva no vácuo espacial.
A agência espacial norte-americana detalhou os procedimentos técnicos em comunicado à imprensa antes da liberação: “Controladores de voo em solo enviarão comandos para o braço robótico Canadarm2 da estação espacial desacoplar a espaçonave Cygnus XL da porta voltada para a Terra do módulo Unity e manobrá-la até a posição para liberação às 12h45. O astronauta da Nasa Luke Delaney monitorará a operação a partir do interior do complexo orbital”, informou o órgão, em tradução livre.
O astronauta Luke Delaney acompanhou as etapas a partir do interior da estação para garantir que todos os sensores de afastamento operassem sem interferências mecânicas. A transmissão oficial em vídeo das etapas de desatracação começou às 13h30 no horário de Brasília pelo serviço NASA+, pelo canal do YouTube e pelas plataformas digitais mantidas pela instituição governamental.
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Cronologia da missão CRS-24 da Cygnus XL
- 11 de abril de 2026: lançamento espacial com foguete Falcon 9 da SpaceX a partir da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida
- 13 de abril de 2026: aproximação, captura robótica e acoplamento da espaçonave na Estação Espacial Internacional
- 9 de outubro de 2026: liberação pelo braço robótico Canadarm2 e partida do laboratório orbital às 13h45 no horário de Brasília
- 12 de outubro de 2026: queima de motores e reentrada destrutiva programada nas camadas superiores da atmosfera da Terra
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Capacidade do modelo Cygnus XL e incineração de resíduos
O modelo utilizado neste voo representa a segunda missão operacional com a variante Cygnus XL. Esta versão alongada possui um compartimento pressurizado maior do que as configurações anteriores construídas pela Northrop Grumman, permitindo que as equipes enviem um volume superior de experimentos científicos e provisões necessárias para a manutenção da rotina dos astronautas ao longo de expedições de longa duração.
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Diferentemente da cápsula Cargo Dragon operada pela SpaceX, que possui escudo térmico protetor e paraquedas desenhados para viabilizar pousos suaves e recuperação física no mar, a Cygnus XL é estruturada com projeto inteiramente descartável. O compartimento interno da nave foi completamente preenchido pelos astronautas com milhares de quilos de lixo acumulado, embalagens usadas, peças inoperantes e materiais descartados do complexo antes do fechamento das escotilhas.
Ao atingir a trajetória planejada, o veículo espacial executa uma queima de desaceleração que o direciona para as camadas densas do planeta Terra, onde a fricção em alta velocidade desintegra toda a blindagem do cargueiro e queima os detritos sem oferecer riscos a regiões habitadas.
Próximos passos e programação da reentrada da Cygnus XL
A fase final do ciclo de descarte do veículo orbital estava inicialmente marcada nos comunicados preliminares para 11 de outubro de 2026. A Nasa publicou uma revisão oficial em 8 de outubro de 2026 atualizando o calendário da manobra de queima destrutiva controlada para a próxima segunda-feira, 12 de outubro de 2026.
Essa manobra de reentrada atmosférica não contará com transmissão pública de vídeo ou imagens ao vivo pela Nasa. A agência espacial norte-americana não divulgou o horário exato em que os propulsores serão acionados para a desorbitagem nem as coordenadas geográficas exatas calculadas para a queima final dos fragmentos remanescentes sobre o oceano.
