O Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC) divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (14) sobre a prisão do ex-presidente da entidade, Anderson de Amorim, nos Estados Unidos. A representação sindical esclareceu que o policial civil aposentado não faz mais parte do quadro de filiados e que a condenação judicial que levou à detenção não tem ligação com o trabalho policial.
O posicionamento da categoria, publicado às 08h01, é assinado pelo atual presidente do Sinpol-SC, Elmar Schmitt Osório. No documento, a diretoria afasta a instituição do episódio que resultou na captura do ex-dirigente em território norte-americano. “Por fim, a entidade informa que o referido policial não é filiado ao sindicato e que os fatos que motivaram sua condenação não guardam qualquer relação com o exercício do cargo ou de funções públicas exercidas”, declarou o Sinpol-SC no comunicado.
Condenação de Anderson de Amorim por disparos no trânsito em 2018
Anderson de Amorim, que tem 51 anos e presidiu o Sinpol-SC entre 2013 e 2017, era considerado foragido da Justiça brasileira antes de ser localizado em Orlando, no estado da Flórida, na terça-feira, 13 de outubro de 2026. De acordo com a manifestação do sindicato, a captura ocorreu após a expedição de um mandado judicial motivado pela regressão do regime prisional do ex-policial. “Conforme informações apuradas, a detenção decorre do cumprimento de um mandado expedido pela Justiça Brasileira em razão da regressão de regime prisional, no âmbito de um processo por disparo de arma de fogo em via pública”, informou a entidade presidida por Elmar Schmitt Osório.
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O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcelo Sampaio, detalhou a origem do processo judicial. O crime ocorreu no ano de 2018, quando o policial aposentado efetuou disparos de arma de fogo durante uma discussão no trânsito. A sentença condenatória já transitou em julgado, condição jurídica em que não cabem mais recursos por parte da defesa, com pena fixada em dois anos e quatro meses de reclusão em regime semiaberto.
Cooperação entre Polícia Civil de Itajaí e ICE levou à captura na Flórida
A localização do foragido no exterior foi resultado de um trabalho de inteligência policial e investigação conduzido pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD), unidade vinculada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC) do município de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. Os policiais catarinenses identificaram a saída de Anderson de Amorim do Brasil e acionaram mecanismos de cooperação internacional em conjunto com as autoridades dos Estados Unidos. A detenção na cidade de Orlando foi executada por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, agência federal norte-americana responsável pelo controle migratório e investigações transfronteiriças).
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Situação de Anderson de Amorim em centro de detenção nos EUA
Logo após ser capturado pelos agentes do ICE, o ex-presidente do sindicato foi transferido para um centro de detenção federal norte-americano. No local, ele permanece custodiado e à disposição da Justiça para a realização dos trâmites exigidos pelos acordos de cooperação jurídica internacional e para a análise de questões migratórias.
Até a publicação desta reportagem, o posicionamento da defesa de Anderson de Amorim ainda não havia sido confirmado, uma vez que o contato com os advogados do policial aposentado seguia em andamento. As autoridades brasileiras e norte-americanas também não divulgaram a data prevista nem os detalhes oficiais sobre o processo de deportação ou extradição do condenado para o cumprimento da pena no Brasil.
