Ações da Skydance caem 22,2% após emissão de bônus na NYSE

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Gráfico do mercado de ações - Sergio Photone/shutterstock.com Foto: Gráfico do mercado de ações - Sergio Photone/shutterstock.com

Os papéis ordinários Classe B da Skydance Corporation (negociados sob o código SKYD) fecharam em queda de 22,2%, cotados a US$ 7,06 por ação, na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em 14 de outubro de 2026. O recuo ocorreu no primeiro dia de negociação ex-dividendo, momento em que os ativos passam a ser negociados sem o direito a um benefício recém-distribuído, após a entrega de aproximadamente 471 milhões (470,75 milhões) de bônus de subscrição (títulos conhecidos no mercado financeiro como warrants) aos acionistas públicos da antiga Paramount Skydance.

Em relação ao fechamento bruto não ajustado da terça-feira (13), que havia sido de US$ 9,27, a baixa registrada nos ativos foi de 23,84%. O volume financeiro movimentado no pregão de quarta-feira (14) atingiu 79,1 milhões de ações negociadas, número 309% superior à média de três meses da companhia, calculada em 19,3 milhões de papéis. A empresa é liderada pelo presidente do conselho (chairman) e co-CEO David Ellison.

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Ajuste técnico da NYSE no preço de referência da Skydance

Antes da abertura do mercado na quarta-feira (14), a Bolsa de Valores de Nova York aplicou uma redução técnica de US$ 0,19368 por ação no preço oficial de referência de fechamento dos papéis Classe B da Skydance, ajustando a base de comparação de aproximadamente US$ 9,27 para US$ 9,07. A operação refletiu a separação contábil dos cerca de 471 milhões de bônus de subscrição emitidos na terça-feira (13), que estrearam na própria NYSE sob o código SKYD.WS (ou SKYD WS) e encerraram aquele primeiro dia avaliados a US$ 2,20 por unidade. Com a posterior desvalorização das ações principais para US$ 7,06 no pregão seguinte, o valor de mercado da empresa recuou para cerca de US$ 35,6 bilhões.

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Diante da oscilação nos terminais de cotação, a Skydance Corporation divulgou um comunicado oficial na quarta-feira (14) detalhando que o corte de US$ 0,19368 foi calculado proporcionalmente (pro rata) sobre o total de aproximadamente 5 bilhões de ações em circulação. Segundo a empresa, a separação dos bônus na terça-feira (13) reajustou o valor de mercado das ações ordinárias de US$ 46,6 bilhões (a US$ 9,27 por ação) para US$ 45,6 bilhões (a US$ 9,07 por papel), enquanto os warrants somaram cerca de US$ 1 bilhão, mantendo o valor patrimonial combinado inalterado em US$ 46,6 bilhões antes da abertura do pregão seguinte.

“Em 13 de outubro, a NYSE divulgou o ajuste planejado para as Ações Ordinárias Classe B no valor de US$ 0,19368 (de aproximadamente US$ 9,27 para aproximadamente US$ 9,07) com base no preço oficial de fechamento dos bônus de subscrição de US$ 2,20. A Companhia entende que esse ajuste foi determinado com base no preço oficial de fechamento dos bônus de subscrição em 13 de outubro de 2026, proporcionalmente ao percentual (aproximadamente 9%) que as cerca de 471 milhões de Ações Ordinárias Classe B …”, informou, em comunicado oficial ao mercado.

Fundo de finanças, tarifas, gráfico financeiro, dólar - honglouwawa/ istockphoto.com
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Números e datas da emissão de bônus da Skydance na NYSE

  • Preço de fechamento da ação SKYD em 14 de outubro de 2026: US$ 7,06 (queda de 22,2% sobre o preço ajustado de US$ 9,07, ou de 23,84% sobre o valor bruto de US$ 9,27).
  • Volume negociado no pregão de 14 de outubro: 79,1 milhões de ações (309% acima da média trimestral de 19,3 milhões).
  • Total de bônus de subscrição (SKYD.WS) distribuídos: aproximadamente 471 milhões (470,75 milhões), com fechamento inicial a US$ 2,20 em 13 de outubro.
  • Cronologia da operação: assinatura do acordo de fusão em 27 de fevereiro de 2026; data de registro da antiga PSKY e despedida da bolsa Nasdaq em 5 de outubro; conclusão da compra da Warner Bros. Discovery e estreia do código SKYD na NYSE em 6 de outubro; emissão dos warrants em 13 de outubro; data ex-dividendo em 14 de outubro.

Como funcionam os bônus da Skydance e quem tem direito?

Os títulos distribuídos funcionam como uma opção de compra futura para os investidores elegíveis. Cada acionista público que detinha ações ordinárias Classe B da antiga Paramount Skydance (negociadas sob o código PSKY) na data de registro de segunda-feira, 5 de outubro de 2026, recebeu gratuitamente um warrant para cada ação possuída. Cada bônus garante ao seu titular o direito de adquirir uma ação Classe B da Skydance pelo preço de exercício inicial fixado em US$ 12,00, com prazo de validade de dez anos, expirando em 13 de outubro de 2036.

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Ficaram excluídos do recebimento desses títulos os acionistas controladores restritos da companhia: David Ellison, o cofundador da Oracle e investidor controlador Larry Ellison (Lawrence J. Ellison, pai de David), o sócio-gerente da RedBird Capital Partners, Gerry Cardinale (Gerald J. Cardinale), além dos fundos afiliados à própria RedBird Capital Partners. A emissão teve como objetivo oferecer aos acionistas públicos da antiga PSKY condições semelhantes às do sindicato de investidores que aportou US$ 47 bilhões em capital próprio, também ao preço de US$ 12,00 por ação, para financiar a compra da Warner Bros. Discovery — grupo que reuniu a família Ellison, RedBird Capital Partners, LionTree e os fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi.

Caso todos os cerca de 471 milhões de bônus sejam exercidos em dinheiro pelo valor estipulado de US$ 12,00 por papel até o vencimento, a Skydance arrecadará aproximadamente US$ 5,65 bilhões em novo capital para o seu caixa. Em contrapartida, a emissão dessas novas ações aumentará a quantidade total de papéis em circulação no mercado, diluindo a participação percentual dos atuais acionistas que não exercerem o direito. Não foi divulgado até o momento quantos bônus de subscrição já foram efetivamente exercidos pelos investidores.

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Fusão de US$ 110,9 bilhões com a Warner Bros. Discovery e dívida da Skydance

A criação da atual Skydance Corporation foi oficializada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, quando a Paramount Skydance concluiu a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pelo valor de US$ 31 por ação em dinheiro, em uma transação total avaliada em US$ 110,9 bilhões (cerca de US$ 111 bilhões), já incluindo a assunção de passivos. O negócio unificou dois estúdios tradicionais de cinema de Hollywood (Paramount e Warner Bros.), as plataformas de streaming Paramount+ e HBO Max, além de redes de televisão como CBS, CNN, HBO, MTV, TBS e Comedy Central, sob a meta corporativa de lançar ao menos 30 filmes por ano nos cinemas e produzir mais de 180 séries televisivas.

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A companhia combinada projeta alcançar uma receita anual pro-forma próxima de US$ 70 bilhões e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, indicador que mede a geração operacional de caixa) ajustado de US$ 11,2 bilhões, além de buscar US$ 6 bilhões em sinergias e cortes de custos nos primeiros três anos após a fusão. Na outra ponta do balanço, a empresa precisa administrar uma dívida líquida pro-forma de US$ 78,9 bilhões (cerca de US$ 80 bilhões). Após a divulgação do comunicado técnico que explicou o cálculo dos bônus de subscrição, as ações da Skydance registraram leve alta de 0,3% nas primeiras negociações de pré-mercado desta quinta-feira (15).

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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