O subcompacto elétrico Renault Twingo E-Tech passou por avaliação prática nos arredores do centro técnico da fabricante em Guyancourt, na França, nesta quinta-feira (15). O veículo de entrada resgata o desenho arredondado da primeira geração lançada nos anos 1990 e entrega uma condução ágil voltada para o trânsito das grandes cidades.
Mesmo registrando fila de espera de quatro a seis meses no mercado francês após sua exibição no Salão de Paris, o modelo está fora dos planos oficiais de comercialização no Brasil. Para o mercado nacional, a montadora prepara o lançamento de outro veículo elétrico baseado no projeto chinês Geely EX2.
Desempenho do Renault Twingo E-Tech e especificações técnicas
Durante o percurso urbano em Guyancourt, o Renault Twingo E-Tech demonstrou respostas rápidas ao acelerador e direção leve para manobras em ruas estreitas, entregando força suficiente para acompanhar o fluxo de veículos sem exigir grandes movimentações do motorista. O modelo foi projetado para oferecer deslocamentos cotidianos previsíveis e fluidos, priorizando a agilidade em vez de números elevados de potência ou velocidade final. Na Europa, o consumo combinado homologado do subcompacto fica em cerca de 12,2 kWh a cada 100 quilômetros rodados.
Os dados de fábrica detalham a estrutura mecânica e as medidas externas do veículo avaliado na França:
- Potência do motor elétrico dianteiro: 82 cv (60 kW).
- Torque máximo: 17,8 kgfm (175 Nm) enviados às rodas dianteiras.
- Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,1 segundos.
- Velocidade máxima: 130 km/h.
- Comprimento total e entre-eixos: 3,79 metros e 2,49 metros, respectivamente.
- Diâmetro de giro entre guias: 9,87 metros.
- Capacidade máxima do porta-malas: até 360 litros com os bancos traseiros avançados.
Bateria de 27,5 kWh e tempo de recarga do Renault Twingo E-Tech
O conjunto de alimentação do Renault Twingo E-Tech utiliza uma bateria com química LFP (fosfato de ferro-lítio) que possui capacidade útil de 27,5 kWh. Essa estrutura garante um alcance máximo de até 263 km de acordo com o WLTP (sigla em inglês para Procedimento Mundial Harmonizado de Testes para Veículos Leves, o padrão europeu de medição de autonomia e consumo).
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Na configuração de série testada na França, o carregador de bordo em corrente alternada (AC) aceita potência de até 6,6 kW. Os compradores europeus podem adquirir o pacote opcional Advanced Charge, que eleva o limite em corrente alternada para 11 kW e adiciona a possibilidade de recarga rápida em corrente contínua (DC) de até 50 kW. Com o equipamento opcional instalado, a bateria recupera de 10% a 80% de sua carga total em cerca de 30 minutos.
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Interior de quatro lugares e pacotes do Renault Twingo E-Tech
A carroceria do Renault Twingo E-Tech conta com cinco portas e espaço interno configurado para quatro ocupantes, incluindo dois bancos traseiros independentes que deslizam longitudinalmente para distribuir a área entre as pernas dos passageiros e o compartimento de bagagem. O acabamento da cabine utiliza plásticos rígidos e revestimentos simples de um automóvel de entrada, mas aplica diferentes formas e combinações visuais no painel para manter a identidade do modelo original sem encarecer a produção.
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Na Europa, os preços iniciais de tabela, sem contabilizar descontos ou bônus governamentais, e as listas de equipamentos de série dividem-se em duas configurações:
- Versão Evolution (preço inicial de tabela de 19.500 euros): equipada com painel de instrumentos digital de 7 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas, ar-condicionado manual, sensores de estacionamento traseiros, frenagem automática de emergência e assistente de permanência em faixa.
- Versão Techno (preço inicial de tabela de 21.100 euros): acrescenta o sistema multimídia OpenR Link com serviços do Google integrados, ar-condicionado automático, câmera de ré, controlador adaptativo de velocidade e a função One Pedal (recurso de condução que permite acelerar e frear o veículo utilizando apenas o pedal do acelerador).
Por que o Renault Twingo E-Tech fica fora do Brasil?
A ausência do Renault Twingo E-Tech no mercado brasileiro decorre do custo elevado que uma eventual importação da Europa geraria para o consumidor local. O valor final colocaria o subcompacto francês em disputa direta com veículos elétricos chineses que já operam no país oferecendo baterias maiores, mais espaço interno e acabamento com materiais macios ao toque.
Diante dessa concorrência, o modelo teria apelo restrito a um nicho de compradores dispostos a adquirir o carro apenas pela identificação emocional com o desenho e com o nome histórico. O veículo atual corresponde à quarta geração do subcompacto, cuja primeira versão foi lançada na Europa em 1993.
O projeto do novo Twingo elétrico teve seu desenvolvimento concluído em 100 semanas, contando com o suporte técnico do centro de engenharia de Xangai, na China. A produção em série do automóvel para abastecer o mercado europeu ocorre na fábrica de Novo Mesto, localizada na Eslovênia.
