Fabrício Augusto das Neves, de 33 anos, morreu dentro de uma suíte de motel em Catanduva, no interior de São Paulo, após dar entrada no estabelecimento acompanhado de uma mulher e de um homem identificado no boletim de ocorrência como pastor. O suspeito arrombou o portão do local com um veículo para fugir antes da chegada do socorro.
O trio ingressou no estabelecimento, localizado a cerca de 60 km de São José do Rio Preto, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026. De acordo com o registro policial e o depoimento da acompanhante à Polícia Civil, os três consumiram bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes, como maconha e cocaína, no interior do quarto.
Depoimento relata consumo de drogas e queda na suíte em Catanduva
Em depoimento prestado às autoridades policiais, a jovem relatou que deixou a suíte e foi aguardar no veículo estacionado na garagem privativa, chegando a solicitar um carro por aplicativo para ir embora do estabelecimento. Enquanto estava fora do cômodo, ela ouviu o barulho de vidro se quebrando e escutou o pastor proferindo palavras semelhantes a “tá repreendido”. Ao retornar ao quarto, a mulher encontrou Fabrício caído no chão, próximo a fragmentos de vidro espalhados pelo ambiente, momento em que o homem tentava reanimá-lo jogando água e refrigerante sobre o corpo dele.
Ainda segundo o relato da mulher à polícia, o pastor afirmou que não poderia permanecer no motel e recolheu parte dos entorpecentes que estavam na suíte antes de sair. Na recepção, ele tentou pagar a conta, mas foi impedido pelos funcionários de deixar o local porque ainda havia ocupantes no quarto. Com o portão fechado, o homem acelerou o veículo utilizado pelo grupo contra a estrutura de saída, derrubou o portão sem efetuar o pagamento e fugiu.
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Os dados apurados pela investigação detalham a ficha dos envolvidos e os números registrados na ocorrência:
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- Idade da vítima fatal, Fabrício Augusto das Neves: 33 anos.
- Idade do homem identificado como pastor que fugiu do local: 47 anos.
- Idade da mulher que acompanhava a vítima e o pastor: 26 anos.
- Valor total da conta do motel que o suspeito tentou pagar na recepção: R$ 298.
O que falta esclarecer sobre a morte no motel de Catanduva?
Após a fuga do motorista e o pedido de socorro feito pela jovem na recepção, equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e encontraram Fabrício em parada cardiorrespiratória. Os socorristas realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, mas o óbito foi constatado no próprio quarto. A Polícia Científica realizou a perícia técnica na suíte, apreendendo porções remanescentes de drogas e outros objetos para análise, enquanto o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
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Os horários e intervalos registrados durante o atendimento e pelas câmeras de segurança do estabelecimento compõem a cronologia oficial do caso:
- 17h50: horário aproximado da entrada do trio na suíte do motel.
- 18 minutos: intervalo gravado pelas câmeras de monitoramento entre a saída do carro do pastor e a ida da mulher até a recepção para pedir ajuda.
- 30 minutos: tempo aproximado de duração das manobras de reanimação feitas pela equipe do Samu.
A mulher prestou depoimento no plantão policial e foi liberada em seguida. As autoridades não divulgaram o nome dela, a razão social do motel, nem a identidade do homem que se apresentou como pastor ou a denominação religiosa à qual ele pertence. Até as últimas atualizações policiais, o suspeito e o automóvel identificado pelas câmeras não haviam sido localizados, e ninguém foi preso.
A causa clínica da morte de Fabrício Augusto das Neves ainda depende da conclusão dos laudos dos exames necroscópico e toxicológico realizados pelo IML. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como morte suspeita, dano, fraude processual, outras fraudes — referente à evasão sem pagar a conta — e posse de drogas para consumo pessoal.
