Jorge Martín reassume liderança da MotoGP após GP da Indonésia

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Jorge Martín - Instagram Foto: Jorge Martín - Instagram

O piloto espanhol Jorge Martín, da equipe oficial Aprilia Racing, terminou o Grande Prêmio da Indonésia de MotoGP em terceiro lugar no domingo (11), no circuito de Mandalika, em Lombok, em prova vencida pelo italiano Marco Bezzecchi. Com o resultado na 17ª etapa, o campeão mundial de 2024 recuperou a liderança do campeonato de 2026 e declarou que não espera encontrar novas dificuldades nas cinco corridas finais da temporada.

Na classificação geral, Martín acumula 355 pontos e sustenta dois de vantagem sobre o vice-líder e atual heptacampeão da categoria, o espanhol Marc Márquez, da Ducati Lenovo Team. “Com certeza, houve corridas em que achei que teria dificuldades e, de fato, tive dificuldades. Agora, não sinto mais que vou ter dificuldades. Serei muito competitivo e estou totalmente focado no que está por vir”, afirmou o líder do campeonato.

Domínio da Aprilia no GP da Indonésia e pontuação da MotoGP

A etapa na Indonésia registrou a primeira vez na história da categoria principal em que a Aprilia ocupou as quatro primeiras posições de uma corrida. Marco Bezzecchi, companheiro de equipe de Martín, venceu a prova principal, seguido pelos pilotos da equipe satélite Trackhouse MotoGP Team: o espanhol Raúl Fernández, que largou da pole position e correu com dois dedos quebrados, e o japonês Ai Ogura, quarto colocado.

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Martín cruzou a linha de chegada a 6,890 segundos de Bezzecchi, enquanto Fernández terminou a 4,260 segundos do primeiro lugar. Uma suposta queima de largada do líder do campeonato gerou discussões nas redes sociais a partir de um vídeo gravado na arquibancada, mas a direção de prova não aplicou punição porque a motocicleta parou sobre a linha antes de as luzes vermelhas se apagarem, o que não infringe o regulamento. Na mesma bateria, que também conta no grid da temporada com o estreante brasileiro Diogo Moreira, da equipe LCR Honda, o espanhol Pedro Acosta, da KTM, fechou na quinta colocação, logo à frente de Marc Márquez, o sexto.

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“Durante todo o fim de semana, Raúl e Marco estiveram um passo à minha frente. Eu estava tentando trabalhar no meu estilo, trabalhar no meu ritmo, e fiz o meu máximo. Estou feliz com isso”, declarou Jorge Martín, em tradução livre, após afirmar que sua meta real na corrida principal de domingo era garantir a terceira posição no pódio.

  • Classificação da corrida em Mandalika (primeiros colocados): 1º Marco Bezzecchi (Aprilia Racing), 2º Raúl Fernández (Trackhouse MotoGP Team, a 4,260 segundos), 3º Jorge Martín (Aprilia Racing, a 6,890 segundos), 4º Ai Ogura (Trackhouse MotoGP Team), 5º Pedro Acosta (KTM) e 6º Marc Márquez (Ducati Lenovo Team).
  • Mundial de Pilotos após 17 etapas: 1º Jorge Martín com 355 pontos (9 pódios e 1 vitória em Le Mans), 2º Marc Márquez com 353 pontos (6 vitórias em corridas principais) e 3º Marco Bezzecchi com 309 pontos (a 46 pontos do líder).
  • Mundial de Construtores: Aprilia na liderança com 503 pontos, 12 a mais que a Ducati.

Troca de posições na corrida sprint em Mandalika

Antes de retomar a ponta no domingo, Martín havia perdido provisoriamente o topo da tabela na corrida sprint disputada no sábado (10). Na prova curta, Bezzecchi e Fernández sofreram um acidente na curva 1 da primeira volta e abandonaram a disputa, o que colocou o espanhol da Aprilia Racing em condição favorável para vencer.

No entanto, problemas com a baixa pressão dos pneus e um erro na parte final limitaram Martín ao quarto lugar, somando 6 pontos. Marc Márquez venceu a sprint, conquistou 12 pontos e assumiu a liderança provisória por 343 a 339. Como Martín havia chegado à Indonésia com dois pontos de frente e deixou o país com a mesma margem sobre o piloto da Ducati, a diferença entre os dois rivais terminou o fim de semana inalterada.

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“Perdi uma grande oportunidade de vencer a sprint, mas assim são as corridas; às vezes você vence e às vezes você aprende”, disse Martín sobre a prova de sábado.

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A desvantagem de ritmo em relação a Bezzecchi e Fernández nas curvas rápidas de Mandalika foi associada pelo próprio piloto à falta de quilometragem recente no circuito indonésio com a motocicleta RS-GP. Depois de conquistar o título de 2024 pela equipe Pramac (Ducati) e se transferir para a Aprilia em 2025, Martín sofreu quatro acidentes graves no ano passado que o tiraram do GP da Indonésia e o restringiram a 7 das 22 etapas daquele calendário, vencido por Márquez. Na temporada de 2026, a liderança já trocou de mãos oito vezes entre quatro competidores (Acosta, Bezzecchi, Martín e Márquez). O atual líder teve oscilações, como na etapa de San Marino, em Misano, em setembro de 2026, quando enfrentou síndrome compartimental — condição conhecida no motociclismo como cãibras no antebraço — e ficou em quinto lugar, mas reagiu com três pódios seguidos nas corridas principais da Áustria (2º), do Japão (2º) e da Indonésia (3º).

Durante a pausa da turnê asiática após a prova em Lombok, Martín permaneceu na região para descansar e manter a rotina de treinos, mas precisou ser hospitalizado em 14 de outubro de 2026. O espanhol teve uma infecção gastrointestinal e publicou uma imagem recebendo medicação intravenosa.

O campeonato de 2026, último ano dos motores de 1000 cilindradas e dos pneus Michelin antes da mudança técnica para propulsores de 850 cilindradas e pneus Pirelli em 2027, ainda tem 185 pontos em disputa nas cinco etapas restantes: Austrália, Malásia, Catar, Portugal e Valência. As atividades de pista da 18ª etapa, o Grande Prêmio da Austrália, no circuito de Phillip Island, começam na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, com programação até o dia 25.

Janderson Luiz é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024. Formação: Atleta Profissional de Futebol

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