Empresário Victor Simões morre em queda de avião em Orlândia

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Victor Simões da Silva - Reprodução Foto: Victor Simões da Silva - Reprodução

O empresário amazonense Victor Simões da Silva, de 51 anos, acionista do Grupo Simões, morreu na sexta-feira (16) após a queda de um avião de pequeno porte em Orlândia, na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A aeronave caiu logo após decolar do antigo Aeroporto Tangará, localizado na Fazenda Mosquito, e também vitimou José Ricardo Santana, natural de São Paulo.

Os dois ocupantes foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados ao Hospital Beneficente Santo Antônio, em Orlândia, mas não resistiram aos ferimentos. Ambos haviam desembarcado na cidade na mesma data para acompanhar o evento de hipismo CSN5* Agromen 2026, realizado de 14 a 18 de outubro, competição que contaria com a participação da filha do empresário, Victoria Pizzonia Simões Silva, medalhista de prata individual e bronze por equipes no Campeonato Brasileiro de Salto de Amazonas em 2022.

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Trajetória de Victor Simões da Silva e histórico do Grupo Simões

Nascido em Manaus, no Amazonas, Victor Simões da Silva formou-se em Administração de Empresas pela Jones College, em Miami, nos Estados Unidos, e acumulava no mínimo 15 anos de experiência profissional nos setores administrativo, financeiro e de auditoria, conforme currículo entregue à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em 2022. Com passagens por multinacionais e pela gestão de holdings e family offices — empresas dedicadas à administração do patrimônio de famílias —, ele foi indicado naquele mesmo ano como suplente representante da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) no Conselho Estadual de Regulação e Controle dos Serviços Públicos.

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Filho de Antônio Silva, presidente da Fieam, e de Norma de Paula Simões, o empresário era neto de Antônio Simões, que fundou o Grupo Simões em Manaus, em 1943, inicialmente com o Bar e Sorveteria Moderna. O conglomerado passou a fabricar massas e biscoitos em 1957, assumiu a franquia da Coca-Cola em 1970, produziu o guaraná Tuchaua e fundiu sua operação de bebidas com a Solar Bebidas em 2022. Atualmente, o grupo atua no Amazonas, Pará e Rondônia nos ramos de gases industriais, logística portuária, por meio do Terminal Portuário Novo Remanso, em Itacoatiara, e concessionárias de veículos, como a Murano, revendedora Fiat, e a Shizen, da Honda.

Entusiasta da aviação recreativa e acrobática, o empresário também era piloto e mantinha aviões e um helicóptero. Em um vídeo publicado em julho de 2025 sobre a modalidade, ele declarou: “Isso aqui é o meu xodó, é o meu amor”. Ele deixa a esposa, a arquiteta e designer Sihame Cruz, uma filha adolescente e um menino de 1 ano de idade.

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Dados da aeronave de Victor Simões e cronologia em Orlândia

Câmeras de segurança registraram o momento em que o avião subiu, ficou de cabeça para baixo, retomou a posição regular, perdeu altitude e atingiu o solo em área aberta, causando pequenos danos às estruturas. Os registros oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) e dos órgãos de socorro detalham as especificações do aparelho e os horários ligados ao acidente:

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  • Modelo e capacidade: monomotor Vans RV-7A, prefixo PP-ZLC, fabricado em 2011, com capacidade máxima para 2 ocupantes e situação regular na Anac.
  • Propriedade e operação: aeronave 100% pertencente a Victor Simões da Silva desde 6 de junho de 2023, tendo Rodrigo Nascimento Couto cadastrado como operador.
  • 18 de julho de 1975: data de nascimento do empresário em Manaus.
  • 16 de outubro de 2026, às 13h: chegada dos ocupantes à região de Orlândia.
  • 16 de outubro de 2026, às 16h49: horário da queda no Aeroporto Tangará, segundo a Defesa Civil de São Paulo.

Investigação do Cenipa e notas de pesar no Amazonas

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, e o prefeito de Manaus, Renato Junior, divulgaram notas oficiais de pesar. Roberto Cidade afirmou: “Victor deixa uma história de trabalho, dedicação à família e contribuição ao desenvolvimento do nosso Amazonas.” Já Renato Junior definiu o empresário como “um homem trabalhador, que acreditava em Manaus e há anos investia no crescimento da nossa cidade” e acrescentou: “Não há palavras para a dor de um pai que perde um filho”.

Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), e a perícia da Polícia Civil foram acionados. As causas técnicas da perda de sustentação e da queda ainda não estão confirmadas. Em nota, o Grupo Simões lamentou a morte do acionista e informou que os detalhes sobre o velório e o sepultamento serão divulgados posteriormente.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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