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Morte de Rick Sollo leva empresa a planejar remoção de aeronave

destroços do helicóptero Rick - Divulgação Corpo de Bombeiros
destroços do helicóptero Rick - Divulgação Corpo de Bombeiros

A JTA Empreendimentos e Urbanismo recebeu liberação oficial para planejar e executar a retirada dos destroços do helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, que caiu na localidade de Santa Bárbara, interior de Urubici, em Santa Catarina. O acidente provocou a morte de todos os cinco ocupantes da aeronave, incluindo o cantor sertanejo Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido como Rick Sollo, da dupla Rick & Renner.

O documento conjunto emitido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Santa Catarina foi assinado às 9h02 de quinta-feira (24). Em nota oficial, a companhia informou que iniciou as análises para definir como o trabalho será executado no local montanhoso: “A empresa analisa as condições técnicas e logísticas da operação, considerando as características do terreno, o difícil acesso à área e as medidas de segurança necessárias para a mobilização das equipes e dos equipamentos. A possibilidade, a data e a forma de retirada serão definidas após a conclusão desse estudo.”

Desafios logísticos e responsabilidades legais

Rick - Instragram
Foto: Rick – Instragram

A remoção das peças do Bell 430 envolve entraves técnicos severos devido à geografia da serra catarinense, já que os fragmentos do helicóptero de quatro toneladas de peso máximo de decolagem ficaram espalhados por uma encosta íngreme de mata fechada. Segundo a legislação aeronáutica brasileira e a norma NSCA 3-13 do Comando da Aeronáutica, a responsabilidade operacional e os custos financeiros integrais pelo resgate dos restos materiais e pela eventual descontaminação ambiental do solo pertencem à empresa proprietária.

Antes do transporte da fuselagem, etapas de segurança devem ser cumpridas no local do impacto. De acordo com James Waterhouse, professor e especialista em Aeronáutica pela Universidade de São Paulo (USP), as primeiras ações no sítio do acidente evitam riscos adicionais à equipe em solo: “Após a liberação pelo Cenipa, o protocolo deve ser a retirada de combustível e/ou itens inflamáveis, baterias, tanques de oxigênio ou vasos de pressão”, afirmou o especialista.

Cronologia do voo e dos procedimentos de perícia

  • 21 de setembro de 2026, às 16h — Helicóptero decola de Porto Belo em direção a São Joaquim e perde contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo.
  • 22 de setembro de 2026, às 12h10 — Destroços são localizados em Urubici pelas equipes de busca da Força Aérea Brasileira e do Corpo de Bombeiros, com confirmação das cinco mortes.
  • 23 de setembro de 2026 — Peritos do Cenipa concluem a ação inicial no terreno e resgatam o gravador de voz da cabine (caixa-preta), enviado para análise em Brasília.
  • 24 de setembro de 2026, às 9h02 — Cenipa e Polícia Civil concedem autorização formal para que a proprietária organize o resgate dos destroços.

Vítimas e regularidade da aeronave

Além do cantor sertanejo Rick Sollo, morreram no desastre aéreo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. A aeronave havia sido cedida pela JTA Empreendimentos para o deslocamento dos passageiros, amigos do proprietário da empresa, que tinham compromissos na região serrana. No Registro Aeronáutico Brasileiro, o helicóptero constava com situação normal de aeronavegabilidade, com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 11 de agosto de 2027.

O sepultamento de Rick Sollo ocorreu às 16h de quinta-feira (24), no cemitério Pax, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A data exata e o cronograma definitivo para o içamento ou transporte das peças da aeronave ainda não foram estabelecidos pela companhia responsável.

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